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Desenvolvedor: Kimmo Lahtinen
Publicadora: Kimmo Factor
Gênero: Twin-stick shooter
Data de lançamento: 14 de maio, 2026
Preço: R$ 64,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Kimmo Factor.
Revisão:
Às vezes, é necessário refletir sobre o mundo ao redor de nós mesmos e quebrá-lo pouco a pouco até chegar em sua essência verdadeira: somos apenas formas geométricas vivendo vidas geométricas, enquanto toda a geometria dita essencialmente o que vamos fazer em nossas vidas, como uma mão que guia a um destino cruel. Particularmente, sempre detestei geometria, pois sou uma pessoa que prefere “lutar” usando palavras…
No entanto, Sektori me mostrou que há uma graça em quebrar o mundo até a essência geométrica de tudo!
Lançado originalmente em novembro de 2025 para um sucesso crítico surpreendente, Sektori é um twin-stick shooter com elementos tanto de shmups como Geometry Wars (ao qual é sua principal inspiração) quanto de rogue-likes como Vampire Survivors. Desenvolvido por Kimmo Lahtinen, um desenvolvedor solo finlandês e ex-funcionário da Housemarque – famosos por Returnal e, mais recentemente, Saros – Sektori me pegou de surpresa por mostrar que dá sim para mostrar complexidade dentro da simplicidade.
Esta review vai ser um texto relativamente curto, já que o jogo em questão é fácil de explicar, mas ainda é necessário apontar os seus acertos para entender como Sektori, por mais simples que pareça, pode surpreender!
Inimigos geométricos
Tenho o costume de começar o primeiro tópico falando da história, mas já serei breve dizendo que Sektori não a possui. Com um foco exclusivo na gameplay, em diferentes modos e num fator loop contínuo, o jogo se inspira em diversos jogos arcade que costumam dar ênfase na pontuação, mas muda constantemente a forma que joga as coisas em você. Os inimigos, as naves e até mesmo o mapa são formas geométricas, eles mudam constantemente e você precisa tomar cuidado, pois diferentes formações de mapas podem ter mecânicas diferentes onde, dependendo da “build” que você preparou para sua nave, podem te deixar em extrema desvantagem.
A gameplay do jogo funciona através de comandos simples:
- Movimento e mira: você vai passar a maior parte do jogo se movimentando e atirando, e ambas as funções acontecem com o uso dos analógicos L e R respectivamente, com o tiro saindo de forma automática, sem precisar pressionar um botão.
- Evolução: similar a Vampire Survivors, quando o jogador derrota inimigos, os mesmos deixam esferas que são consideradas como “pontos de experiência”; coletando esses pontos, o jogo garantirá um ponto de upgrade para a nave que pode ser gasto para melhorar um aspecto de sua run:
- Velocidade
- Pontuação
- Golpe (força, essencialmente)
- Escudo
- Míssil
- Blaster

- Explosões e sacrifícios: o jogo dá algumas colheres de chá ao jogador nas runs médias ou fáceis, com o jogador inicialmente possuindo três escudos que, quando atingidos por um inimigo, causam uma explosão ao redor do mesmo; explosões também podem ocorrer se o jogador resolver tratar a sua nave como um Zeta Gundam e se atirar nos inimigos, não causando dano à nave no impacto, mas se sujeitando a um risco após tal estratégia.
- Mísseis e Blaster: Blaster são os tiros principais com que o jogador começa e que podem ser evoluídos através de power-ups fornecidos por certas desafios cumpridos ou como última recompensa ao usar pontos de experiência; mísseis, por outro lado, o jogador inicia sem e só consegue possuir e aprimorar através dos mesmos métodos que o Blaster. No entanto, mísseis possuem a vantagem de perseguir inimigos, dando um ar a mais à estratégia do jogo.
- Drones: por fim, o jogo possui uma mecânica de drones que, similar à Force em R-Type, é uma esfera que pode ficar em diferentes pontos da posição de um jogador, disparando mísseis em inimigos ao redor; eles só podem ser adquiridos como recompensas de cards através dos desafios, sendo um dos power-ups mais úteis do jogo.
As mecânicas de rogue-like de Sektori se encontram em sua estrutura central, com mapas constantemente mudando, ordens de spawn inimigo alternando, e claro, as mecânicas de cards de power-up que você seleciona previamente antes de começar uma partida. Apesar de ser altamente viciante, Sektori deixa claro que é para um nicho específico, pois sua gameplay EXIGE um certo nível de maestria ou teimosia nos ditos “jogos de navinha”.
São pontos que criam uma experiência única, mas não sem suas desvantagens…
“O QUE TÁ ACONTECENDO, MEU DEUS?”
Como um ponto que pode ser visto tanto de forma positiva quanto negativa, Sektori é literal e figuradamente um caos! Sua atração principal para o loop de gameplay é o foco constante de tiros, morfismo de mapa e bosses espalhafatosos que criam um verdadeiro bullet hell na tela de seu Nintendo Switch 2. Vendo esse jogo em ação, eu acabei entendendo porque resolveram pular uma versão do Nintendo Switch padrão; é uma situação similar a Tetris Effect, onde tanta coisa acontece na tela ao mesmo tempo que acaba exigindo um maior poder de processamento.
Mas ao mesmo tempo que o caos pode ser interpretado como um ponto positivo, ele pode ser visto de forma negativa. Durante muitos momentos do jogo, eu estava me focando em não morrer e em tentar pegar os pontos de upgrade antes que eles sumissem do mapa (sim, isso acontecia muito), o que quase não me fez notar que… “hey, a música desse jogo é muito boa”.

Os efeitos de luz e brilho constante do jogo também podem acabar sendo um desgaste para a vista, mas pelo menos o jogo não só tem um aviso prévio quanto a isso, como também possui opções de acessibilidade que deixam estes fatores mais “leves” para a sua visão. De resto, não há muito o que reclamar de Sektori, já que ele promete entregar um jogo de ação frenético e que constantemente muda, e sucede nisso com certa maestria.
Alcançando a redenção

Se você está buscando um joguinho simples para se frustrar enquanto diz “só mais uma rodada” enquanto está na sua 300ª tentativa, Sektori é o jogo feito especialmente para você! Com pontos fortes tanto em sua jogabilidade e música quanto no caos que o jogo fornece em cada canto, você poderá se surpreender na forma que ele se desdobra enquanto você desbloqueia mais cards, mais naves e mais modos.
Reiterando apenas uma última vez: EU ODEIO GEOMETRIA!!!
Prós:
- Um projeto simples e que não leva muito tempo em cada jogatina;
- Ação frenética que encherá a sua tela como um verdadeiro bullet hell;
- Dificuldade em um ponto excelente, nunca parecendo injusta de fato.
Contras:
- Os sons, brilhos e caos geral do jogo podem acabar te distraindo de seus pontos positivos.
Nota
8,5
