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Desenvolvedora: Design Factory Co., Ltd. & Otomate
Publicadora: Idea Factory International
Gênero: Otome Game | Fandisk
Data de lançamento: 27 de outubro, 2026
Preço: R$ 205,00
Formato: Digital/Físico
Plataformas: Nintendo Switch
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Idea Factory International.
Revisão: Lucas Barreto
Fico muito feliz que o trem de otomes traduzidos ainda não tenha mostrado nenhum sinal de parar. Até agora, tanto a Aksys Games e a Idea Factory International, mesmo que bem depois, continuam a trazer o catálogo gigantesco da Otomate para o ocidente, e espero que isso continue por vários anos para não vivermos mais uma era do PS Vita, onde parecia que otome traduzido seria um luxo.
Antes de começar, preciso muito dar um aviso importante: esta review contém spoilers do 9 R.I.P. original. Caso queira saber mais sobre o jogo original, você pode ler a review de Kat Oliveira antes disso, pois alguns… digo… praticamente todos os assuntos tratados aqui assumirão que você tenha pelo menos um breve conhecimento do jogo original.
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A primeira coisa que 9 R.I.P. sequel irá fazer são duas perguntas. Essas duas perguntas irão definir qual rota você irá fazer. Só pra recapitular, 9 R.I.P. divide as suas rotas em o que eu gosto de descrever como grupos.
Você tem o grupo da Escola, onde ficam Kureha e Hibiki, o grupo da Rua, onde ficam Koyo e Sena, o grupo dos Espíritos, com Yukimaro e Koharu e o grupo do Inferno, com Seiya e Minami. Também existe uma rota secreta com um personagem chamado Toka.
Após a sua escolha, a rota em si se divide em dois tipos novamente: Heavenly e Godly. O jogo fornece uma leve explicação sobre de onde da história que ele se parte, mas ela só conta alguns detalhes principais, e não chega a ser aquela explicação bem aprofundada. Um dos pontos que 9 R.I.P. se orgulhava era que cada grupo era escrito por uma roteirista, porém com Amon tomando conta de tudo.
As rotas Heavenly possuem escolhas que te levam tanto para um final feliz quanto para finais onde a história acaba de uma maneira “inesperada”. Enquanto isso, na rota Godly, existem escolhas, mas independente de qual você escolher, o final delas é sempre o mesmo. Não existe uma ordem específica o qual você deve fazer essas rotas, e foi isso que eu fiz: escolhi meus favoritos, e depois os menos favoritos.
Luz ou escuridão

As rotas do 9 R.I.P. sequel são bem curtinhas, mas devo lembrar que são 9 rotas, e cada uma delas (com exceção de uma), possui uma rota Heavenly e uma Godly. Ou seja, tem bastante chão para cobrir. Se você é um leitor rápido que nem eu, você consegue terminar umas duas em apenas uma hora.
Tudo bem que ser curto é meio típico de fandisk, mas mesmo assim achei que algumas das rotas sofreram com um problema que eu tinha receios até no 9 R.I.P. original, que era como certos personagens não deixam muita linha para desenvolver mais do que já foi desenvolvido.
Pra mim, a melhor parte foi o quanto que eu consegui me associar com certos eventos que ocorrem com a protagonista em certas rotas. Aquela sensação que chega a arrepiar os pelos, mesmo que a música seja a mesma, ainda me faz ficar viciado, querendo muito saber o que acontece. Inclusive, tem momentos em que o jogo te dá um “vem aqui, tem coisa que acontece na rota dele que você vai querer ver”, e olha, seja lá qual foi a técnica que eles usaram, funciona.
Mas digo isso: Apesar de algumas histórias serem muito muito boas de ler, outras meio que terminam com você falando “Como é que é? É só isso?” quando você percebe que já chegou aos créditos. Porém, preciso lembrar que apesar de curtas, são nove rotas. No total, temos 18 histórias, sendo 2 para cada um dos personagens. Então eu diria que esse fandisk é bem cheio de conteúdo.
Além disso, o jogo possui um modo alternativo chamado de Nine Wonders. Basicamente, esse modo possui uma história que se passa após o final do 9 R.I.P. original. Nele, a protagonista acaba não namorando ninguém, e ao invés disso, consiste de um modo que você vai liberando mini episódios que vão sendo liberados conforme você vai completando as rotas do jogo. Falar mais que isso seria um spoiler, mas é um modo extra até que decente.
Subindo aos céus

Pra mim, fandisk de otome game é sempre muito de 8 a 80. Ou o jogo não possui tanto conteúdo para desfrutar, ou é um pacote completo, repleto. E eu posso dizer que 9 R.I.P. sequel atinge essa segunda marca. As histórias podem ser até um pouco previsíveis, e às vezes um pouco curtas demais, mas ainda assim recomendo o jogo.
Só por favor, pelo amor dos deuses guardiões zakishi-warashi, não escolha esse otome como sua introdução ao gênero. Você ficará mais perdido que cachorro em caminhão de mudança. Mas bem, isso é algo que eu não posso culpar a Idea Factory.
Prós:
- Personagens bem expressivos, com várias roupas novas que são muito lindas;
- História com uma trama viciante que te faz querer ver mais;
- Uma série de narrativas que te fazem associar com a protagonista e o romance dela
Contras:
- As rotas são bem curtas, e algumas possuem finais muito previsíveis;
- Praticamente impossível de jogar sem lembrar do 9 R.I.P. original.
Nota
8

