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Desenvolvedora: Square Enix
Publicadora: Square Enix
Gênero: RPG de ação
Data de lançamento: 22 de janeiro, 2026
Preço: R$ 229,90
Formato: Físico (Game-Key Card) /Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Square Enix.
Revisão: Manuela Feitosa
Onze anos atrás, a Square Enix havia anunciado um dos projetos que acabaram sendo um dos mais ambiciosos até então: um remake completo do Final Fantasy VII. E então, em 2020, após uma longa espera, esse projeto finalmente se tornou realidade.
O jogo teve uma exclusividade à plataforma da PlayStation por alguns anos, mas desde então a Square Enix se distanciou disso, com mais e mais plataformas sendo incluídas nos seus títulos. E com a chegada do Switch 2, chegou finalmente a hora de termos um port NATIVO do jogo para dar uma olhada. Mas será que esse port consegue ser uma maneira boa de vivenciar essa história longa? É o que queremos saber.
O nosso querido planeta

A história de Final Fantasy VII Remake começa com Cloud Strife, um ex-SOLDIER da Corporação Shinra, cujos reatores processam grandes quantidades de mako, trazendo energia a todos da cidade de Midgar. Porém, a desigualdade não poderia ser pior. Midgar é dividido em duas partes: uma superior e uma inferior. Enquanto os mais ricos ficam na parte de cima da cidade, sem nenhuma preocupação de serem atacados por monstros, existem muitas pessoas que vivem na pobreza, sempre tendo que tomar cuidado para não virar patê de monstro.
Voltando ao Cloud, ele aceita um emprego com um grupo de ecoterroristas chamado Avalanche. Com Barrett, Biggs, Wedge e Jessie, os cinco implantam uma bomba em um dos reatores de mako, causando um verdadeiro estrago que o destrói por completo. Mas é claro que isso tudo não passa de uma jogada da Shinra, que mandou o comando de autodestruição para todos os sistemas de defesa, para que os membros do Avalanche pensem: “Caraca, a nossa bomba causou TANTO estrago assim?” E bem, esse é só o começo da história.
Um ponto importante é que este jogo é apenas a parte UM. Se você já jogou o original, vai saber que o Remake só aborda a parte em que eles estão em Midgar, que apenas compõe só as cinco primeiras horas da história. Honestamente, eu tinha me esquecido o quanto eles conseguiram expandir essa história, pois a última vez que joguei esse jogo foi no seu lançamento no PS4. Em média, a história irá levar aproximadamente 30 a 40 horas de jogo. Infelizmente, eu não tenho muitas comparações que posso fazer com o original.

Porém, essa versão que temos no Switch 2 não só conta com a história principal! Fazendo jus ao seu nome INTEGRADE, o jogo conta também com uma história extra envolvendo a Yuffie, que com seu parceiro Sonon, busca roubar a “ultimate materia” da Shinra. Se você está preocupado de que essa história vai te levar muito tempo, estou aqui para te falar que em um dia você completa ela, talvez até em uma sessão. Ela é bem curtinha. Estamos falando de apenas 2 horas, estourando 3, pois não há side quests, apenas algumas batalhas e dungeons com a Yuffie e o Sonon. Mesmo assim, eu acho altamente recomendado que você jogue essa história; ela traz um contexto importantíssimo para os futuros jogos.
No geral, é uma história boa, mas que leva um tempinho até engatar a marcha, por assim dizer. Especialmente o começo, quando o jogo te entope de tutorial. São tutoriais que você pode pular? Sim. Mas eu diria que só começa a ficar interessante a partir do meio, mas eu gostei bastante de ambas as histórias. Ah, e claro, temos uma fantástica dublagem, e o jogo é cheio de plot twists que fazem você ficar bem animado para o que vai acontecer.
Um sistema que combina ATB e ação

O combate de Final Fantasy VII Remake pode ser dividido em dois elementos principais. Você pode utilizar combos de ataque normais, e à medida que você vai batendo nos inimigos você acumula uma barra do Active Time Battle (ATB). Encher essa barra te permite utilizar diversas habilidades.
Além disso, quanto mais você bater num inimigo, ele vai acumulando uma barra, onde ao encher, ele fica atordoado por um tempo. E finalmente, conforme a história vai progredindo, você vai ganhando novos aliados, e cada um deles possui um estilo de combate diferente. Porém, é um sistema de combate até que simples de entender, mesmo para quem não está acostumado com jogos de ação.

Final Fantasy VII Remake Integrade também possui um sistema onde armas que você adquire possuem uma espécie de núcleo. Quanto mais você vai utilizando a arma, mais SP você acumula, e isso pode ser utilizado para aumentar o potencial dela, como aumentar quanto de HP ela dá, ou até mesmo um aumento no Ataque, que é o mais importante. Infelizmente, a querida Buster Sword do Cloud tem seus limites, e mesmo colocando ela no máximo, ela ainda peca para as outras armas que você pode comprar.
Uma maneira de rushar o jogo?

Talvez um diferencial desse port do Final Fantasy VII Remake Intergrade no Switch 2 é o fato de que o jogo possui um novo modo chamado New Game – Head Start. Segundo a descrição, você começa o jogo com os personagens num nível bem avançado, e uma quantia generosa de gil. Além disso, o jogo também te deixa colocar uns “cheats” que são chamados de Progressão Streamlined, como deixar seu gil sempre no máximo, dobrar a quantidade de XP que você ganha, dentre outros.
Em uma entrevista com a Nintendo, o diretor da série Naoki Hamaguchi afirmou que o motivo de incluir tais modos foi para as pessoas que não possuem tanto tempo para dedicar ao grind de um RPG. Mas olha, para ser sincero, eu não consigo entender o porquê disso? Parte da graça de um RPG é fazer um grind e sentir aquela gratificação ao finalmente conseguir passar daquela fase difícil.

Agora, eu já critiquei vários jogos no NintendoBoy por terem um grind excessivo? Já. Mas eles tinham muitos outros problemas, além disso. E esses “cheats” e o modo de fazer o New Game boost são um pouco desnecessários, pois Final Fantasy VII Remake não é um jogo difícil. Até eu que tenho dificuldade com jogos de ação não tive nenhum problema em entender ele. Talvez a única coisa que talvez me bugou um pouco no Switch 2 foi me acostumar ao layout da Nintendo em comparação ao layout de PlayStation, mas isso ai já é problema meu, e não do jogo, diga-se de passagem.
O custo para rodar no Switch 2

Não podemos negar que o Nintendo Switch 1 era fraco. O chip dentro dele era um venerável Tegra X1, que já está completando mais de uma década desde a sua fabricação. Mas havia muitos desenvolvedores que conseguiram sem nenhum comprometimento trazer uma bela experiência na plataforma. Quando o Nintendo Switch 2 foi revelado, tinha uma galera que falava que isso significava o fim dos “cloud ports”.
Bem, Final Fantasy VII Remake Integrade roda a 30 quadros por segundo, e essa framerate é completamente travada a 30. As texturas e os fundos tem uma qualidade menor quando comparada a versão de PlayStation 4 ou PC, mas eu diria que elas não estão TÃO ruins como eu esperava. O jogo apresenta quase nenhum gargalo, e honestamente se você for jogar no modo portátil, você praticamente não nota isso.

Eu diria que a qualidade do jogo está bem próxima da experiência que tive quando eu joguei no PlayStation 4, e considerando que aquilo era um trambolho gigantesco, eu achei muito massa que eu posso só deitar na cama, pegar o Switch 2 e começar a jogar. Talvez o único problema é que o jogo ocupa 90 GB de espaço na memória do console, e vamos admitir que a bateria dele não é lá essas coisas. Em menos de 3 horas, já recebi o aviso de bateria fraca, mas isso não é um problema exclusivo do Remake.
A Square Enix está de parabéns pelo port

Comparado a outros ports que vi, se Final Fantasy VII Remake Integrade no Switch 2 é um sinal do que devemos esperar da Square Enix em 2026, então eu ficarei muito feliz. Diferente de certos ports que não serão mencionados, essa versão do Final Fantasy VII Remake foi claramente feito com muito carinho e cuidado, trazendo uma experiência incrivelmente próxima da versão de PS4. E tudo isso a um preço bem acessível, visto que o preço dos jogos em 2026 estão ultrapassando da marca dos 400 reais.
Porém, é um jogo relativamente difícil de recomendar, a menos que você nunca tenha jogado, pois nenhuma das features no Switch 2 são “exclusivas“ da plataforma, o que não traz tanto destaque assim. Mas se você precisa de uma maneira portátil de vivenciar o começo da história dessa trilogia, então pode adquirir sem medo. Apenas se certifique que você tenha espaço suficiente. E agora eu mal posso esperar pra ver como que vão colocar o título de sequência, visto que agora ele foi anunciado.
Prós:
- Uma história bem expandida do original;
- Sistema de combate fácil de compreender;
- Tradução em PT-BR bem-feita.
Contras:
- As cheats e o modo boost são bem desnecessários;
- Tamanho considerável de armazenamento é necessário para esse jogo, o que pode ser complicado para pessoas que não possuem um cartão microSD Express.
Nota
8,5
