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Desenvolvedora: Nintendo EPD
Publicadora: Nintendo
Gênero: Esporte | Party Game
Data de lançamento: 22 de outubro de 2026
Preço: R$ 279,90
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Nintendo.
Revisão: Lucas Ferreira
Trazendo um pacote muito mais completo que do seu antecessor, a Big N traz ao Nintendo Switch 2 o que podemos afirmar ser a coletânea de jogos por movimentos baseados em esportes mais completa até então. Acessível àqueles com pouca ou nenhuma intimidade com jogos eletrônicos, e competitivo o suficiente para não se tornar casual demais para os fãs mais harcore da franquia.
Achou que não era possível trazer novidades aos jogos por movimento e que esse tipo de jogabilidade já foi levada ao máximo? Então venha acompanhar comigo os motivos que fazem o Nintendo Switch Sports Resorts ser um dos melhores lançamentos do console no ano!
A franquia “Sports” ao longo dos anos
Existe um grande problema em ser um jogo definidor de gênero. Lá no já saudoso Wii Sports, a Nintendo definiu os padrões do que era criar uma experiência de jogabilidade com controles de movimento, engajando o jogador por tempo o suficiente para o título não ser abandonado precocemente.

No Wii Sports Resort, esse sentimento de novidade foi mantido pela promessa de um aprimoramento técnico no sensor de movimento proporcionado pelo Wii Remote Plus, periférico que logo seria incorporado à carcaça dos Wii Remote padrão, sem a necessidade de um acréscimo ao controle – para quem nunca viu um, é como se ele fosse o expansion pack de N64 só que para um controle.
A série pularia o Wii U por motivos de Nintendo Land. Na época, a ideia era vender as vantagens do multiplayer assíncrono e não tanto os controles de movimento, que poderiam ser realizados com os controles de Wii mesmo. Fato é que nunca saberemos se o que motivou esse hiato na série foi realmente o foco no gamepad do Wii U ou as baixas vendas do console.

Já na era do Nintendo Switch, a gigante japonesa viu novamente um terreno menos árido para “apostas” e um novo jogo da série Sports entrou em produção. Em entrevista dada em 2022, o diretor Yoshikazu Yamashita e o produtor Takayuki Shimamura comentam que o que levou a uma nova entrada de um jogo da série foi o foco do projeto em se tornar uma experiência única, que só poderia ser idealizada no primeiro console híbrido da Nintendo.
Fato é que os protótipos ficaram tão distantes da ideia original da série de acessibilidade e controles fáceis que o desenvolvimento foi todo reiniciado, focando mais no core da série do que em ser diferente. Esse é um dos pilares da Nintendo: a coerência de produtos de uma série, de forma que tudo o que gira em torno dela seja considerado diferente e não estranho, quando lançado. Portanto, uma sequência não seria nada inesperada, o que nos traz ao Nintendo Switch Sports Resort.
Desembrulha, bate, maceta o joyconzinho
Se o seu antecessor se assemelhava a um grande centro integrado de esportes, Nintendo Switch Sports Resort passa mais uma vibe de férias de verão, ou daqueles famosos episódios fillers de anime onde os personagens fazem uma viagem escolar para alguma praia aleatória, mesmo que isso signifique criar buracos narrativos terríveis. Temos o retorno de queridinhos, como tênis e boliche, e novas adições possíveis apenas pelas mecânicas que são possíveis por conta dos Joy-Con 2.

Na maioria do tempo, você irá empunhar o controle como se fosse sua própria mão, então os movimentos são bem intuitivos, como no próprio tênis. Mas haverá momentos em que essa pegada irá mudar, como por exemplo no jetski, onde você segura ambos Joy-Con 2, simulando um guidão desse tipo de veículo.
“Poxa, mas seria muito maneiro se eles conseguissem aplicar a mecânica de mouse em uma atividade esportiva, né?” Relaxa que temos elas aqui também, como na atividade de skate em que você tem que “remar” usando o modo mouse como se estivesse usando os próprios pés para tomar velocidade.

Uma adição muito bem vinda para quem não curte muito a jogatina online são os pequenos minigames dentro de cada esporte, como por exemplo no tênis de mesa, que possui um mini game onde o foco é atingir latas do lado do seu adversário, ao mesmo tempo que joga a partida. Se, por enquanto, você pessoa competitiva está achando tudo muito casual e fofo, fica tranquilo que a jogatina online está aqui para você.
É por ela que você compete/coopera com outros jogadores em busca da vitória e dos rankings mais altos. Além de provar que é melhor que o amiguinho sem perder a amizade, todas as atividades geram pontos e, claro, jogando online você acumula mais moedas. Falando em pontos, cada jogo conta com conquistas únicas em cada esporte. Elas são bem recompensadoras, podendo te presentear até com algum item cosmético.

Com elas, você pode comprar novos trajes, pacotes de reações, novos temas para a sua tag de usuário e muito mais. Existem pacotes semanais e mensais de trajes. A cada 1000 pontos acumulados, é só você dirigir a loja e trocar seus pontos por um item sortido dela.
Uma melhoria bacana de qualidade de vida é que você não precisa trocar toda hora de vestimenta quando for praticar um novo esporte. Você pode simplesmente favoritar o estilo e escolher ele dentro do menu da atividade. É bem intuitivo e tranquilo de usar.

Caso seus amigos sejam vacilões de não irem à sua casa ou morem muito longe, ainda é possível montar um lobby para jogarem juntos, sem a necessidade de interagir com “serumaninhos” desconhecidos. As atividades são muitas e existem várias formas de se interagir com elas. O feeling de “putz, isso parece tão real” é bem maior que no jogo anterior, graças a aprimoramentos notáveis trazidos pelo Rumble HD e o giroscópio mais preciso que a realidade.
Vou dar um exemplo de onde poderá sentir isso: a atividade onde você controla o avião. Nela, você segura o Joy-Con 2 como se fosse arremessar um aviãozinho de papel e cada movimento seu, por menor que seja, causa uma mudança de curso singela mas perceptível.

Mesmo que uma sensor bar para funcionar como um centro óptico ainda possa fazer falta, essa ausência não chega a ser tão problemática como no título anterior. Em momento algum você sente que o erro no movimento foi induzido por uma falha técnica, você aceita que não tem os mesmo reflexos de uma década atrás e segue o baile ou toma aquele remedinho para a sua dor nas costas (não se automediquem, pessoal). Claro, você ainda pode jogar volley sentado no seu sofá, mas fazer tudo em pé como se estivesse praticando mesmo aquele esporte é sempre o jeito ideal de se jogar. Então mexa esse traseiro sedentário!
Mas eu tenho o jogo anterior, vale a pena mesmo essa nova versão?
Você pode achar que não vai fazer diferença adquirir Nintendo Switch Sports Resorts porque a versão anterior já tem o seu esporte preferido, mas você não poderia estar mais enganado de pensar dessa forma.
A jogabilidade dos títulos foi aprimorada, estando a anos luz tanto a nível de hardware quanto de esmero gráfico. As novas atividades que usam o Joy-Con 2 de formas investidas são um show a parte, mesmo não contando como atividades esportivas em si, mas trazendo momentos divertidos como a caça a coletáveis por um cenário lindo em que você gostaria de estar no mundo real.

Pode colocar as moedas de ouro sem medo no jogo. Será uma grande adição para jogar com amigos nas festas de fim de ano e também para aqueles momentos em que você quer se mexer um pouco, sem necessariamente sair na rua e aturar a academia cheia. Nintendo Switch Sports Resorts é um bom ponto de partida para o começo de uma vida mais animada e menos sedentária que pode se encaixar bem na sua rotina.
Prós:
- Novos esportes interessantes;
- Esportes favoritos da galera tiveram a jogabilidades aprimorada como vôlei, boliche e basket;
- Os controles Joy-Con 2 são usados de formas realmente inventivas para simular os esportes, como no skate e no voo de avião;
- Mais atividades para a galera da jogatina local;
- Maior quantidade de itens cosméticos na loja;
- Objetivos extras na forma de conquistas únicas para cada esporte.
Contras:
- O jogo cumpre tudo o que propõe e é tão redondinho que fica até difícil falar algo contra.
Nota
10
