Review | Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise

Review | Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise

19/07/2020 0 Por

Desenvolvedora: Toybox Inc, White Owls
Publicadora: Rising Star Games
Gênero: Survivor Horror, Aventura
Data de lançamento: 10 de julho de 2020
Preço: US$ 49,99
Formato: Físico/Digital


Desenvolvido pela Toybox Inc. e White Owls, e publicado pela Rising Star Games, Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise é a sequência inesperada do clássico cult survivor horror de 2010 que leva o nosso carismático protagonista Francis York Morgan a eventos que se passam antes e depois de Deadly Premonition 1. Deadly Premonition 2 resgata toda essência e atmosfera do seu antecessor ao mesmo tempo que implementa novas mecânicas de jogabilidade, mas certas coisas resgatadas aqui pode não ser bem o que você está esperando e irei cita-las nesta análise.

Revivendo a história da antiga investigação feita por Francis York Morgan

A história de Deadly Premonition 2 segue Morgan já de idade (irei chamar apenas de ‘Morgan’ pois o próprio nome é um spoiler para quem não jogou o jogo anterior) sendo interrogado pelos agentes do FBI Aaliyah Davis e Simon Jones sobre uma investigação não concluída de uma série de assassinatos na cidade de Le Carré, em Louisiana, no ano de 2005. O prólogo e a segunda parte da trama segue ao estilo de jogo point-and-click onde você deverá interagir com o cenário durante sua interrogação. Ao convencer nosso ex-agente especial, seremos levados para catorze anos no passado onde daremos início à nossa investigação.

Na tranquila cidade fictícia de Le Carré, acompanhamos Francis York Morgan e a jovem Patricia Woods, filha do Xerife da cidade, que se autonomia parceira do protagonista à ajuda do caso da morte da adolescente e dos assassinatos em série que está ocorrendo. A dupla terá que explorar a cidade e interagir com os habitantes a fim de solucionar o caso. O prosseguimento da história do jogo virá com a ajuda do oráculo que lhe dará dicas para onde você deve ir, mas nada impede de você explorar a cidade para obter itens ou conhecimento dos locais que irá visitar no futuro, embora certos lugares só serão desbloqueados após concluir algumas quests.

Deadly Premonition 2 não só traz um bom cenário de gameplay como também apresenta personagens excêntricos e memoráveis que enriquecem o valor da obra como um todo. Temos exemplos como o David Jawara, que é ao mesmo tempo o segurança, chef de cozinha e atende aos demais serviços do hotel em que Morgan está hospedado; a Mrs. Carpenter, a senhora viúva que dedica sua vida ao seu hobby e vício por jogar boliche; o Xerife da cidade Melvin Woods, pai de Patricia Wood, que termina seu comentário com alguma frase de efeito. Enfim, será difícil você ficar preso a diálogos chatos quando tem bons personagens para interagir no jogo – o próprio Morgan, que assim como o primeiro jogo, é interessante acompanhar seus diálogos com Zach e outros habitantes quando fala de seu hobby por filmes e a indústria cinematográfica.

Trazendo a essência de Deadly Premonition e adições muito bem vindas

Não pense que Deadly Premonition 2 é só sobre andar pela cidade e dialogar para obter mais informações para solucionar o caso. Aqui temos atividades que aumentam seu tempo de jogatina como realizar side quests e um sistema interno de achievements que o incentiva a explorar o que há de melhor no jogo. A campanha, que pode ser concluída com pouco mais de vinte horas pode esticar para mais de quarenta horas se você realmente quer fazer tudo no jogo.

Além disso, temos também a jogabilidade clássica que o torna o gênero de survivor horror além da investigação. Enquanto no Open World você resolve os quebra-cabeças para avançar na história, durante a noite você fará isso porém em um momento chamado “Otherworld”, onde atmosfera muda e você terá que lidar com criaturas sobrenaturais que avançam em você, similar com o que vimos em momentos do primeiro jogo. No entanto, as criaturas do otherworld são mais ágeis e aparecem com bem mais frequência, embora elas não sejam tão assustadoras como as criaturas do primeiro jogo e o sistema de mira seja mais aprimorado fazendo você acertá-los com mais facilidade usando a psychogun.

Os problemas técnicos prejudicam sua experiência?

Há uma série de problemas técnicos apresentados em Deadly Premonition 2 que chegam a frustrar algumas vezes, isso bem mais do que o anterior. Sinceramente, as quedas de taxa de quadros durante o open world não chegam a incomodar tanto, mas o tempo de loading demorado, os travamentos durante as cenas do Hougan que duram mais de VINTE MINUTOS acabam completamente com a experiência do jogador. Eu cheguei a perder cerca de 1 hora de jogatina quandos os travamentos aconteciam, pois tinha que reinicar o jogo e o save automático não acontecia antes desses momentos inoportunos.

Se Deadly Premonition 2 ainda é jogavel? Sim, ele genuinamente é jogavel apesar dos problemas de desempenho, pois os travamentos, que é o maior dos problemas em minha opinião, não costumam acontecer o tempo todo, mas aconselho sempre salvar em um ponto de save como precaução. Claro que quando digo jogavel, eu incluo apenas aqueles que jogaram Deadly Premonition 1 e superaram todos aqueles problemas em prol de sua rica narrativa. Acredito que estes verão os os defeitos citados não como o menor dos problemas, mas algo tolerável. Eu fortemente não o recomendaria para aqueles que querem se aventurar na franquia, ao menos que tenha algum tipo de fetiche por jogos mal otimizados e esta disposto a gastar uma bela grana por um jogo de nicho.

Deadly Premonition não é um jogo para todos

Como disse no parágrafo anterior, eu não recomendaria Deadly Premonition 2 até que Swery e sua equipe disponibilize um patch massivo com correções e melhora de desempenho. Mas se você jogou seu antecessor, e se tornou um fã da obra, vale apena se sacrificar um pouco, passar uns momentos de raiva para se aventurar na nova história do mais carismático agente especial do FBI que já conheci.

Falando dos pontos positivos, Deadly Premonition 2 é incrivelmente bom tanto na parte da jogabilidade tradicional quanto quando estamos assumindo um estilo point-and-click. Ele honra como uma sequência de um jogo que ninguém pediu mas que é muito bem vindo. Ele apresenta novas mecânicas, personagens bem trabalhados e de grande carisma, uma historia intrigante mesmo com momentos anti climaticos. É um prato cheio para os fãs da série, e é este o ponto, ele é bom apenas para os fiéis fãs de Deadly Premonition ou dos trabalhos de Hidetaka Suehiro, pois apenas eles irão ver os gráficos datados como uma forma de estilo artístico que dá identidade a série e vão jogá-lo sendo ruim ou não em termos técnicos.

Conclusão

Eu particularmente amei jogar Deadly Premonition Origins no Nintendo Switch, e amei jogar sua sequência. Mas irei avaliar Deadly Premonition 2 de forma justa, sem ser fanboy ou algo do tipo. Por fim, enquanto não há um patch para corrigir e melhorar os problemas do jogo, eu só recomendo Deadly Premonition 2: A Blessing in Disguise se você realmente for um grande fã da série.

Avaliação: 5 / 10

Jogo avaliado com a cópia fornecida gentilmente pela Rising Star Games.

Significado das notas de 1 a 10

1 – Melhor vomitar do que jogar isso
3 – Vai fazer outra coisa.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
7 – Jogo divertido, mas não é nenhuma obra de arte.
8 – Jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!