[Review] Oceanhorn 2: Knights of the Lost Realm

[Review] Oceanhorn 2: Knights of the Lost Realm

07/11/2020 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedora: Cornfox & Bros.
Publisher: Cornfox & Bros.
Data de lançamento: 28 de outubro, 2020
Preço: USD$ 29,99
Formato: Digital

Assim como Oceanhorn: Monsters of Uncharted Seas, o primeiro jogo da série, sua sequência Oceanhorn 2: Knights of the Lost Realm traz também bastante similaridade aos jogos da série The Legend of Zelda. Apesar da inspiração à franquia clássica da Nintendo, Oceanhorn apresenta certos elementos originais, mesmo estes não sendo muitos. No entante, esse é o maior o problema do jogo como um todo, e é nisso que mais irei abordar nesta análise.

Apresentação


Quando tratarmos sobre o estilo visual, Oceanhorn 2 pode ser considerado um jogo indie mais impressionante do Nintendo Switch com sua mistura de ambientes com aspectos fantasiosos, juntado a uma iluminação vibrante e realista. No geral pode ser dizer que a parte visual de Oceanhorn 2 é muito bem feita e detalhada, o que ganhou ponto comigo. Porém existem problemas de perfomace que acabam comprometendo todo o conjunto da obra, problemas estes que são recorrentes ao decorrer do jogo e eventualmente podem afetar o gameplay e a experiência final do jogador.

Com relação a trilha sonora do jogo, falando de forma muito breve posso dizer que ela é razoável. Não é algo memorável, porém faz bem o papel de complementar os cenários e a gameplay, que é nosso próximo tópico.

Jogabilidade


Assim como um jogo clássico 3D de The Legend of Zelda, Oceanhorn 2 apresenta uma jogabilidade de espada e escudo, com esquiva e “parry”, embora ele não possua a clássica função de “travar” a mira em um só inimigo, o que atrapalha imensamente a gameplay. Além disso, o jogo possui uma espécie de arma que pode ser customizada com itens obtidos através do jogo, que em sua maioria servirão como utensílios para resolver quebra-cabeças, mais uma vez similar aos jogos de The Legend of Zelda.

Quando falamos dos quabra-cabeças de Oceanhorn 2, eles definitivamente não são dos melhores, isso quando não são absurdamente simples são frustrantes – mas não pela dificuldade, e sim por te obrigar a utilizar alguma mecânica que até então não foi apresentada no jogo, o que o torna mais frustante do que deveria ser. O jogo também possui alguns itens extras, que serão utilizados em algumas regiões ou dungeons específicas pelo jogo.

História


A história de Oceanhorn 2 é bastante simples, para não dizer genérica. Em suma, tudo esta ocorrendo normalmente quando surge um vilão que quer dominar o mundo. Nesse caso para o impedir você deve buscar uma versão das 3 pedras espirituais – mais uma vez lembrando The Legend of Zelda, mais especificamente The Legend of Zelda: Ocarina of Time, e assim como este jogo elas estão espalhadas pelo mundo de Oceanhorn 2. Baseado nisso, a história do jogo se desdobra. Apesar de inspirar em um ótimo jogo [The Legend of Zelda: Ocarina of Time], os personagens que aparecem ao decorrer de Oceanhorn 2 não possuem o mesma carisma do jogo que ele se inspira, o que revela que a história é só um pretexto para o gameplay geral.

Problemas gerais


Além dos problemas de perfomace que citei no início do texto, o jogo apresenta uma série de glitches e bugs que tornam a experiência muito mais frustante e menos aproveitável. Um exemplo que mostrarei abaixo compila alguns problemas que encontrei ao decorrer do jogo.

*Neste caso a bomba ficou flutuando sem motivo aparente, isso aconteceu com outros objetos ao decorrer do jogo.

*Já aqui o personagem principal simplesmente ficou preso na parede.

*Este último caso é o pior, eu simplesmente fiquei preso dentro de um barril e só conseguiu sair dele ao reiniciar o jogo.

Considerações Finais


O que Oceanhorn 2: Knights of the Lost Realm tem de melhor é pelo fato de ser fortemente inspirado em The Legend of Zelda. O próprio jogo não nega isso e, por causa disso, tracei alguns paralelos com a franquia nesta minha análise. Porém diferentemente de The Legend of Zelda, Oceanhorn 2 carece de polimento, não só em aspectos de bugs e glitches, porém em seu combate, talvez em sua versão mobile – que é a plataforma de origem – o combate do jogo funcione melhor, embora na sua versão de Nintendo Switch o combate em si parece não funcionar bem desde as batalhas contra inimigos comuns até às batalhas contra chefes de dungeons.

Análise do jogo feita com cópia gentilmente fornecida pela Cornfox & Bros.

Avaliação: 6,5 / 10

1 – Melhor vomitar do que jogar isso.
2 – Só se você quiser muito mesmo testar o jogo.
3 – Vai fazer outra coisa.
4 – Dá pra jogar no banheiro ou esperando o dentista.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
7 – Jogo divertido, mas não é nenhuma obra de arte.
8 – Jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!

Últimos posts por Paulo Cézar (exibir todos)