Review | Fatal Fury: First Contact

Review | Fatal Fury: First Contact

25/12/2020 2 Por Marcos

Desenvolvedora: Code Mystics
Publisher: SNK
Data de lançamento: 23 de dezembro, 2020
Preço: USD$ 7,99
Formato: Digital


Lançado em 1999, Fatal Fury: First Contact é uma conversão para o NeoGeo Pocket Color da lendária série de jogos de luta da SNK que estreou o icônico lobo lendário Terry Bogard no mundo dos videogames — que para os menos familiarizados, é aquele lutador americano de boné vermelho e calça jeans (não o Pokémon Trainer) do Super Smash Bros. com falas como “Hey, c’mon c’mon!“.

Tal como os demais jogos do NeoGeo Pocket Color que já apresentamos aqui como SNK Gals’ Fighters e The Last Blade: Beyond the Destiny, Fatal Fury: First Contact é mais um jogo de luta tradicional que embora pareça que não funcione bem visto estar em um portátil com visuais limitados e poucos botões de comando, ainda é um feito impressionante o fato da SNK conseguir converter tão bem os elementos do gênero dos jogos de luta de arcade para apresentá-los de forma satisfatória a um novo público para a época.

Mas como estamos falando do jogo nos dias de hoje, já que o mesmo teve seu lançamento no Nintendo Switch, será que Fatal Fury: First Contact ainda é uma boa adição para novos fãs, sendo que o console híbrido tem ofertas melhores de franquias clássicas da SNK através da linha Arcade Archives? Bem, isso é o que vamos ver nesta análise.
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Um jogo de luta competente, e ao mesmo tempo amigável para iniciantes


Fatal Fury: First Contact pega o que há de mais básico nos jogos de luta, sem tirar e nem por, e de forma direta, o jogador simplesmente está pronto para cair no soco em questões segundos. Você entra na tela de seleção de personagens, onde escolhe um dos onze lutadores dos mais icônicos como Mai Shiranui, Geese, Andy, Kim, e claro estrela do jogo Terry Bogard, e vai derrotando cada um sequenciamente em uma partida de três rounds. Claro, no mínimo o jogo lhe oferece a possibilidade de jogar localmente contra um amigo dividindo os Joy-Cons, o que tira de certa forma a chatice de lutar contra a CPU quando você quiser um desafior mior ou jogar casualmente com alguém.

Embora Fatal Fury: First Contact seja simplista demais, ele ainda te oferece mecânicas interessantes que faz valer apenas optar por jogá-lo em vez de seus familiares mais robustos. Durante a luta, ao acumular dano causado no oponente, sua barra localizada abaixo do cenário vai enchendo até que você libere um movimento de POTENCIAL que causa um grande dano quando ativado assim que estiver à beira da morte. Isso faz com que uma luta já decidida acabe dando uma bela reviravolta antes do final da contagem do tempo, dando até tempo de emendar um combo no adversário.
Mas caso você perca e dê a tela de Game Over, o jogo oferece algumas opções que traz certas vantagens antes de encarar uma revanche. Você pode escolher voltar a luta com seu Power Gauge no máximo, ou escolher lutar novamente contra o adversário com 1/4 de sua vida total, além também de poder encarar uma nova Match. Essas opções pode parecer de certa forma um modo Noob para quem ta acostumado a se esforcar para superar aquela CPU chata, mas isso pode ser visto como um ponto positivo já que estamos falando de um jogo de luta para um público mais casual. No entanto isso não se reflete na gameplay em si, pois mesmo a CPU pode lhe dar trabalho caso tenha escolhido jogar no nível “Normal”.

Mais uma vez um ótimo trabalho de emulação da Code Mystics


A emulação de Fatal Fury: First Contact para o Nintendo Switch foi feita novamente pela Code Mystics, que também trabalhou nos outros clássicos de NeoGeo Pocket Color disponível na plataforma da Nintendo. A versão do Nintendo Switch oferece opções de interface customizáveis que se adaptam à telinha do console ou quando está jogando na TV, podendo customizar as bordas com modelos de cores do NeoGeo Pocket Color, ou aumentar o zoom da tela original. Isso faz com que a experiência de emular um jogo feito na tela de 265×256 em uma TV grande ou na tela de 6 polegadas do Switch não seja estragada.

Entre outros recursos exclusivos da versão emulada é o Rewind, onde o jogador pode voltar movimentos atrás caso tenha feita um miss play, bem como um manual virtual todo ilustrado fielmente ao que vinha no jogo original, com dicas de comandos para os personagens e um sumário para cada um um deles. No geral, estes recursos acabam dando um acabamento melhor nestes relançamentos, embora eu ache que poderia vim com um modo Galeria como extra como um fanservice para os fãs da franquia Fatal Fury.

Fatal Fury: First Contact poderia trazer mais do que personagens marcantes


Embora pessoalmente tenha gostado bastante de Fatal Fury: First Contact, qo termina-lo fiquei com uma sensação de que faltava algo mais, alguma adições que prendesse um pouco mais o jogador. Na análise de The Last Blade: Beyond the Destiny do NeoGeo Pocket Color, citei o quão interessante foi adicionarem o “Gallery Mode” no jogo após finaliza-lo, onde você poderia comprar scrolls com pontos obtidos durante as lutas que disponibilizavem os minigames e ilustrações dos personagens. Devo dizer que Fatal Fury First Contact é um jogo atemporal cujo seus visuais embora datados acabaram dando um charme único, mas ele carece de conteúdo e você pode facilmente fecha-lo rapidamente e não ter mais nada o que fazer, exceto se decidir fechar o jogo com cada um dos lutadores disponíveis.


No fim, esta é mais uma boa adição de um jogo retrô no Nintendo Switch, e um bom jogo de luta para ser jogado casualmente, com movimentos rápidos e comandos fáceis de se realizar, e alguns mais complexos. Mas como o Nintendo Switch atualmente possui um grande catálogo de jogos de luta da SNK dos anos 90, fica dificil colocá-lo em uma fila de prioridades mesmo com tendo uma boa oferta. Se quer jogar um jogo de luta desafiador, Fatal Fury: First Contact ainda te oferece isso, mas eu só o recomendo se ele tiver em boa promoção ou seja um entusiasta dos jogos de luta clássicos da SNK.

Prós:
• Boa quantidade de personagens
• lutas com movimentos rápidos
• Amigável com jogadores inciantes e casuais

Contras:
• Pouco conteúdo

7,5