Review | Squad Killer

Review | Squad Killer

07/04/2021 0 Por Thomas Mertens

Desenvolvedora: WANZUNGDEV
Publicadora: eastasiasoft
Data de lançamento: 31 de março de 2021
Preço: R$ 19,99
Formato: Digital

Análise feita com chave fornecida gentilmente pela eastasiasoft.

Um jogo brutal que vai direto ao ponto, Squad Killer traz uma experiência misturada de hordas com fases, quantidades absurdas de violência gráfica, que transforma o cenário final em um massacre pixelado! Seu objetivo é matar e não morrer, boa sorte.

Vamos direto ao ponto

Fora a piadoca ridícula que fiz aqui, assim como esse parágrafo, Squad Killer é um jogo direto ao ponto. É muito claro o que precisamos fazer, não tem firula de historinha, não tem menu cheio de animação, nada. É bem preto no branco, um bonequinho com uma arma, inimigos tentando te matar. Sobreviva, ganhe grana e prossiga.

Um boneco com uma arma, entra por uma porta, em uma sala com janelas. Dessas janelas, monstros entram com brutalidade e imediatamente começam a te atacar. Seja correndo na sua direção, atirando ou lançando laser.
Sobreviver é um desafio devido ao caos em um espaço pequeno, matar os inimigos é um desafio maior ainda.

O “Roteiro”

A progressão do jogo é bastante simples: temos 17 salas diferentes, cada uma com paredes, escadas e explosivos em seus respectivos lugares. Depois de um tempo você se acostuma com o estilo de cada em e começa a usar isso a seu favor, o que facilita muito a vida. Cuidado ao pular perto de escadas. Além das superstições envolvidas, elas podem atrapalhar seu deslocamento em momentos cruciais.

Os monstros tem uma boa variedade também, e são aleatórios também. Mesmo que você caia de novo na mesma sala, os bichos provavelmente não vão se repetir, criando uma nova experiência. Seja pra sua sorte, ou azar, afinal, com cada um tendo seu padrão de ataque específico, sua relação com o cenário pode te abrir uma enorme vantagem, ou te botar em uma sinuca irremediável. Repito: boa sorte.

Matar monstros no recompensa com moedas, vida ou granadas. Foque em todas, você vai precisar.

A cada x salas vamos para a loja, onde compramos Power-ups por preços exorbitantes, tais como tiro mais rápido, mais espaço pra granadas, aumentar o raio de explosão etc. Bem padrão de jogos desse tipo.

Depois disso, mais algumas salas nos levam ao chefe, também aleatório dentre os 6 disponíveis. E olha… Aqui sim é o desafio. Eu só consigo consistente matar um, o resto é ou tão caótico, ou eu chego com tão pouca vida que não tenho a menor chance. Mas é bem legal que cada um tem seu estilo também variado, e que temos que aprender a sobreviver a eles, as vezes ser paciente, e as vezes descobrir formas de apertar os botões até então desconhecidas pela humanidade… Pra fechar, temos os modos de jogo clássico, que foi o que comentei acima, Boss Rush (nome auto-explicativo) e Stacked Deck, que temos power ups logo de início, mas a lógica do jogo é a mesma.

Contra o Mundo

Sei que tá ficando clichê dizer isso, mas de novo não é um jogo inovador. Esse aqui de fato é mais agressivo, mas é um hit and beat clássico, bem roguezão mesmo, feito pra você se frustrar o bastante pra ficar com raiva, mas não o suficiente pra desistir. Com certeza esse era o objetivo, então parabéns aos responsáveis, ficou um excelente trabalho.

Quando compramos com outros rogues mais recentes, talvez Squad Killer dê mais uma sensação de nostalgia, remetendo aos consoles mais antigos, antes mesmo da Nintendo ser minimamente parecida com o que é hoje. Não só pelo estilo gráfico escolhido, mas também pelo estilo de jogo mesmo, o design dos personagens, o fato de abraçar a limitação técnica e fazer disso parte do jogo.

Talvez um diferencial aqui seja a violência gráfica completamente desnecessária, mas que faz maravilhas pelo jogo, tal como MK fazia. Eu sei que estou atingindo o inimigo, ele recua, pisca, faz barulho, mas é tão mais… real, mais imersivo, te traz uma experiência mais interessante ver pixels vermelhos se espalharem no cenário tão simples. Digo isso de forma surpresa, pois não costuma ser meu estilo, muito menos minha escolha visual, geralmente isso deixaria a tela poluída e desagradável de continuar jogando, mas por uma estranha razão, aqui deu certo.

Avaliação

Squad Killer faz exatamente o que se propõe. Coloca nas mãos do jogador a autonomia que ele precisa, não complica nada mais do que deveria, e entrega uma experiência desafiadora lotada de violência. Isso afinal é algo positivo. Fazer o que você pretende já é bom, fazer o que prometeu é melhor ainda. Confesso que senti falta de um “algo a mais”, seja uma arma diferente mesmo, qualquer detalhezinho assim, mas é gosto pessoal meu. Talvez isso até fugiria do objetivo dos devs. A aleatoriedade de cenários e inimigos que comentei também não é extraordinária. É legal, mas ainda são um monte de inimigos numa sala atrás de você, acaba sendo sim repetitivo.

Mas no final, é mais um jogo rogue, mesmo que eu tenha gostado. Considerando o preço (em qualquer moeda), acho que é uma boa escolha para o gênero, sim, mas não se limite a ela.

Prós

  • Simples e eficiente
  • É bem feito
  • Divertido e cativante

Contras

  • A dificuldade pode afastar alguns
  • Noção de repetitividade dos cenários
  • Não é muito extenso (mas está dentro da faixa de preço)

Nota Final

7

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