Review | The Legend of Zelda: Skyward Sword HD

Review | The Legend of Zelda: Skyward Sword HD

11/08/2021 0 Por Erick Figueiredo

Desenvolvedor: Nintendo

Publisher: Nintendo

Lançamento: 16 de julho, 2021

Preço: R$ 299,00

Formato: Digital e Físico

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Nintendo.

The Legend of Zelda é uma das franquias mais famosas e queridas do mundo dos videogames. 2021 é um ano especial para a série da Nintendo, que comemora seus 35 anos de existência com alguns presentes aos fãs.

Um desses presentes é o relançamento de um dos títulos que até hoje gera uma boa discussão sobre sua qualidade na fanbase de The Legend of Zelda — este é The Legend of Zelda: Skyward Sword, o último jogo da franquia lançado para o Wii, e que agora chega ao Nintendo Switch, uma década após seu lançamento original em uma versão totalmente em HD e com algumas melhorias.

Chegando ao atual console da Nintendo com suas próprias controvérsias, The Legend of Zelda: Skyward Sword HD oferece aos jogadores uma nova chance de experimentar uma das aventuras mais importantes na história da franquia, com algumas melhorias que tornam a experiência geral bem melhor do que a original.

A lenda original

Apesar de The Legend of Zelda ser considerada uma franquia de aventura, a história nunca foi um dos principais focos dos games. Mesmo que algumas das mais memoráveis aventuras como The Legend of Zelda: Ocarina of Time e The Legend of Zelda: Wind Waker oferecessem cenas contando sua narrativa e até mesmo bastante diálogos, a série em geral sempre deixou a história em segundo plano enquanto oferecia uma aventura cheia de desafios.

The Legend of Zelda: Skyward Sword por sua vez decidiu seguir um caminho diferente dos seus antecessores: dividir a atenção do jogador entre os desafios da jornada e a história de uma forma quase igual. Com isso, o título de Wii causou uma certa surpresa aos fãs de longa data quando focou bastante em contar uma narrativa de uma maneira mais cinematográfica.

The Legend of Zelda: Skyward Sword também é o primeiro jogo cronologicamente na história da série, servindo como o título que explica as origens dos principais elementos de sua lore. Temos aqui um jogo que desestabiliza bastante do que já era esperado da narrativa apresentada anteriormente, enquanto utiliza outros componentes em uma nova forma.

Logo de início somos introduzidos a uma história de fundo que serve como uma backstory para a aventura. Há muitos anos atrás, os humanos viviam juntos com outras raças e uma deusa. Um dia, a terra se abriu e monstros começaram uma guerra em busca da triforce. Para proteger a vida presente, a deusa utilizou seus poderes para enviar para os sobreviventes do conflito para os céus junto com um pedaço de terra, que se tornou conhecido como Skyloft.

Agora, séculos depois deste conflito, o mundo abaixo de Skyloft se tornou um lugar desconhecido e ignorado pelos moradores dos céus, que acreditam ser tudo parte de um conto. Vivendo seus dias normalmente, o jogo começa de uma forma bem calma, introduzindo uma Zelda que é apenas uma garota comum e um Link que apesar de ser querido pelos seus amigos, não é muito reconhecido como alguém confiável para salvar o mundo ou acordar na hora certa.

Link e Zelda fazem parte de uma escola presente no local conhecida como “Knight Academy”, Zelda sendo a filha do diretor do local, enquanto Link é um estudante que está estudando para ser um cavaleiro. Enquanto Zelda é uma garota bem ativa e que toma a liderança na maior parte das situações, Link é um jovem quieto e que sofre bastante bully do valentão local, Goose, que não gosta da ligação que o protagonista tem com a garota.

De fato, inicialmente a narrativa de Skyward Sword pode ser comparada a uma série adolescente. Com Link sendo o jovem que sofre bullying e tem uma garota bonita que o ajuda a lidar com os problemas, ao mesmo tempo que é adorado por aqueles ao seu redor. Com as primeiras horas de jogo focando na vida escolar do protagonista, que tem que achar seu loftwing, um pássaro gigante que os habitantes de skyloft tem ligação, para poder competir no evento anual da escola. Aqui vemos um herói que é considerado um cara legal, mas, que causa preocupação em Zelda por não parecer ser muito confiável em realizar coisas importantes.

Encontrando seu pássaro, que serve como um tutorial ao combate e a como voar, Link consegue vencer a competição e a aventura começa a tomar forma. Zelda acaba sendo derrubada por um misterioso tornado no mundo abaixo de Skyloft e o herói acaba conhecendo o espírito da espada da deusa, Fi, que explica que o protagonista é o guerreiro escolhido pela deusa para derrotar as forças do mal que foram seladas a muitos anos atrás.

Assim Link, com a benção do pai de Zelda, Gaepora, e armado com a espada da deusa, decide explorar o mundo abaixo em busca de Zelda e para selar as forças do mal novamente. Assim, a aventura começa de uma maneira geral e assim como em jogos anteriores, o herói encontra diversos habitantes que o auxiliam com dicas e itens para ajudar na sua jornada.

Contudo, um dos personagens mais memoráveis encontrados por Link durante sua aventura é o lorde demoníaco, Ghirahim. Com o objetivo de ressuscitar seu mestre Demise, o inimigo é responsável pelo tornado que acertou Zelda e passa uma boa parte da aventura tentando sequestrá-la, com suas aparições sempre deixando Link em alerta. Ghirahim é um personagem muito interessante na franquia, uma vez que ele tem suas motivações e apesar de ser um vilão bem básico, acaba sendo uma diferença em uma série cujo adversários não possuem muita presença na narrativa.

A Link between characters

A história de The Legend of Zelda: Skyward Sword HD pode não ser algo surpreendente que vai rivalizar grandes clássicos do gênero de aventura. Contudo, ela brilha bastante na parte que mais importa, oferecer um melhor olhar sobre os protagonistas Link e Zelda. Este é o título que mais aproxima a relação entre os dois e tendo a possibilidade de começar de uma forma que nenhum outro game da série pode, Skyward Sword oferece algumas das melhores interações entre os personagens na história de toda a franquia.

Ainda existe aquele padrão de “Zelda precisa ser resgatada por Link”, no entanto, a forma como nos é apresentado é bem diferente do que estamos acostumados na série. A heroína não é uma princesa e Link não é um rapaz aleatório que se aproxima dela com a intenção de ajudá-la a salvar o mundo. Ambos são amigos de infância, nutrem um sentimento um pelo outro, que é mostrado de uma forma bem sutil no jogo, principalmente no início da aventura, e ambos estão fazendo a sua parte para completar uma lenda sagrada. 

De fato, salvar o mundo é apenas algo que surge no caminho. Toda a jornada de Link tem como objetivo reencontrar Zelda e “resgata-la”. Apesar da jovem estar sendo acompanhada e protegida por Impa, uma habitante da superfície enviada pela Deusa para ajudá-los, o herói ainda faz tudo que está ao seu alcance para ajudar sua amiga. 

O relacionamento de Link e Zelda é o ponto máximo da narrativa de Skyward Sword, e ajudar a jovem é a motivação principal do protagonista. Contudo, esta não é uma história romântica, por isso não espere um final em que os dois virem um casal e vivem felizes para sempre juntos. Mesmo assim, os fãs que queriam um Link e Zelda mais próximos, e que sua relação fosse explorada de uma forma mais profunda, ficaram felizes em saber que Skyward Sword cumpre com esse papel.

Link, sabia que você pode pular ao se aproximar de um buraco?

Cutscenes e muitos diálogos podem ser esperados por aqueles que decidirem jogar The Legend of Zelda: Skyward Sword HD. Enquanto em partes isso ajuda a dar uma diferenciada no título em relação a outros jogos da série, assim como fornece a oportunidade de uma história bem mais profunda, também há seus poréns.

O primeiro deles envolve os tutoriais. Enquanto a versão original de Skyward Sword era conhecida por ter bastante pausas para explicar aos jogadores o que fazer em certas situações, o relançamento em HD removeu alguma das mais chatas explicações de algumas mecânicas. Contudo, outras permaneceram e mesmo não sendo tão obnóxio quanto anteriormente, ainda é algo que pode incomodar.

A parceira de aventura de Link dessa vez é FI, e assim como Navi em Ocarina of Time ela também adora falar sobre qualquer oportunidade presente. Este ponto, que fora tanto criticado no jogo original, aqui foi transformado em uma ação opcional que pode ser ativada pelo jogador com um toque do botão sempre que a espada em suas costas começa a brilhar. Porém, o diálogo da personagem e alguns momentos da aventura continuam contendo textos bem longos e cheios de “probabilidades” sendo mencionadas.

O maior problema com a história é como ela afeta o “pacing” do jogo. Geralmente há bastante cutscenes nos caminhos entre uma área de exploração para a próxima, ou então após Link completar um objetivo. Alguns momentos da narrativa são bem chatos pois eles te forçam a sentar e assistir alguns minutos longos de personagens conversando – sem vozes – em vez de deixar que o jogador prossiga com a jornada.

Lutando como um herói

The Legend of Zelda: Skyward Sword HD continua apresentando uma série de desafios que o jogador deve superar em ordem de prosseguir na jornada de Link. O herói veste mais uma vez sua tradicional vestimenta verde e utiliza a combinação de espada e escudo para se defender dos inimigos.

O combate é uma das partes mais importantes em Skyward Sword HD, recebendo uma grande mudança em relação a outros títulos da franquia. Ao ser lançado no Wii, Skyward Sword utilizava as funções exclusivas do Wii remote e Nunchuck de forma a fornecer uma experiência única ao jogador. Em vez de apertar botões para atacar, era necessário mover o controle como se fosse uma espada e essa forma de controlar oferecia novas possibilidades ao combate.

Enquanto em jogos antigos o combate era bem simples e algo que só existia por existir, em Skyward Sword HD, é necessário dominá-lo caso você queira sobreviver no mundo selvagem da superfície. Inimigos defendem ataques e muitos só podem ser derrotados com movimentos precisos do controle. Assim como no lançamento original, é possível utilizar os Joy-Cons com movimentos para simular a espada (mão direita) e o escudo (mão esquerda).

Apesar de ser bem legal recriar o estilo original de gameplay é preciso mencionar que os Joy-Cons não são o Wii Remote e Nunchuk. O controle do Switch não é tão preciso quanto os do console de 2007, requerendo bastante recalibração durante o período de jogatina, o que pode incomodar bastante, especial para lidar com certos tipos de inimigos que requer movimentos precisos para serem eliminados.

Por sorte é possível utilizar o Pro Controller como um substituto. Utilizando o analógico direito como forma de dar golpes precisos com a espada. De início pode ser um pouco estranho, mas, eventualmente é possível se acostumar com este estilo de gameplay.

Outra adição ao combate é a possibilidade de utilizar o escudo para rebater alguns ataques e o Skyward Strike. Esta habilidade tem Link segurando sua espada para o alto até carregá-la com energia para disparar um ataque a longa distância que pode destruir inimigos e ajudar a completar certos objetivos.

Além do combate, a movimentação de Link também sofreu mudanças em relação a jogos anteriores. O protagonista agora possui uma barra de stamina que vai se esvaziando conforme ele escala paredes ou corre com o botão “B” segurado. Essa corrida é bem útil tanto para escapar de inimigos quanto subir alguns locais.

Novas ferramentas para fazer um bom trabalho

The Legend of Zelda: Skyward Sword HD oferece aos jogadores uma enorme seleção de itens diferenciados ao longo da jornada para ajudá-los a superar desafios. Se comparado a títulos anteriores da franquia, é possível perceber que os itens receberam bastante atenção dos desenvolvedores, com muitos sendo úteis mesmo após sua dungeon já ter sido terminada. Assim como com a espada, todos utilizam os controles de movimento para funcionar, o que frustra bastante pois os mesmos problemas apresentados no controle de ataques, se faz presente aqui também.

Os itens adquiridos em dungeons são bastante variados, incluindo alguns já conhecidos dos fãs e outros bem novos. Entre as adições, temos algumas interessantes como um chicote que pode ser utilizado tanto para ajudar na movimentação de Link, quanto para derrotar inimigos, e um aspirador de vento que serve principalmente para descobrir segredos. Já os itens antigos retornam com um spin a sua fórmula tradicional, como a bomba que agora pode ser adquirida através de flores especiais.

As Rupees, moedas da franquia, recebem bastante atenção no jogo também, com diversos shops vendendo itens que podem ser adquiridos pelo jogador. Sendo possível comprar escudos melhores, upgrades para munição e até coisas extras. Com isso, caçar as jóias se torna algo útil de se fazer e ajuda a dar valor a um extra da franquia que jogos do passado deixaram na mão.

Por fim, alguns itens também podem ser melhorados em um shop especial. Juntando materiais encontrados pelo mundo, é possível gastar rupees para dar upgrades em coisas como os escudos e certas ferramentas.

Um novo mundo para explorar

The Legend of Zelda: Skyward Sword HD é um dos mais “curtos” jogos da franquia. Oferecendo apenas quatro áreas principais para exploração, Skyloft e três regiões da superfície: Faron Woods, Eldin Volcano e Lanaryu Desert. Pelo jogo ser uma prequel, é possível ver essas áreas como versões do passado de locais extremamente conhecidos na franquia e que aparecem em outros títulos da série, como a famosa Death Mountain.

As três áreas da superfície são bem menores do que o que estava disponível no jogo anterior da franquia, The Legend of Zelda: Twilight Princess. O seu tamanho também se faz presente em seu design, com cada um desses locais sendo bastante linear e oferecendo poucos momentos de exploração livre para o jogador. Como o game tem um grande foco na sua parte aérea, é impossível atravessar naturalmente entre áreas, com Link requerendo acesso a uma estátua de pássaro espalhada pelos locais para poder mudar de ambiente.

Algo que poderia ser bem natural como em jogos passados, mas, que aqui rende apenas um pouco de cansaço com telas de loading extras. Pode-se dizer que os céus só existem para isso, servindo como a nova forma de navegação entre a superfície e a cidade de Skyloft. Assim como é o caso dos Hyrule Fields de jogos passados, o céu é um lugar amplo e aberto, contudo, tirando poucas ilhas pequenas – que oferecem recompensas em baús secretos – não há nada para se fazer neste ambiente.

Navegar pelo céu também é feito através das costas do pássaro vermelho de Link. Assim como era o caso com Epona, é possível utilizar um boost com o bicho para acelerar. Contudo, controlá-lo é terrível, principalmente porque o jogo te força a comandá-lo com movimentos dos dois Joy-cons. Por ser um animal voador é preciso manter controle na altitude da criatura o que pode ser bastante difícil quando o controle descalibra aleatoriamente. Mais uma vez, o pro controller ajuda bastante, então se puder, utilize-o.

Reformulando as Dungeons e seus desafios

Um dos elementos mais tradicionais da série The Legend of Zelda e queridos pelos fãs, são as dungeons. Existindo desde o primeiro título da série, esses perigosos locais são onde a maior parte da aventura ocorre, com Link desafiando seus perigos e completando quebra-cabeças em busca de itens e avançar na história.

As dungeons continuam presentes em The Legend of Zelda: Skyward Sword HD. Contudo, as masmorras sofreram uma grande modificação em sua fórmula, sendo extremamente mais curtas que a de títulos antecessores e oferecendo quebra-cabeças mais simples. O tempo que Link vai passar dentro delas é bastante reduzido e isso se deve ao fato de que, agora, o caminho feito para chegar até elas é cheio de desafios e inimigos. Pode-se dizer que o game divide o que seria uma dungeon mais tradicional na série em duas partes: o caminho a ser percorrido até a sua entrada e a masmorra em si.

Essa mudança é bem legal, uma vez que a fórmula da franquia já demonstrava sinais de cansaço. Transformar os antes caminhos simples até a entrada da dungeon em um mini calabouço é bem genial, pois permite assim a utilização destes locais para bem mais do que um simples espaço vazio com um ou dois desafios presentes.

Contudo, essa decisão de transformar tudo em uma mini dungeon acaba atrapalhando um pouco na parte final de Skyward Sword HD. A segunda metade do título tem Link revisitando cada uma dessas áreas para encontrar novas dungeons e cumprir outros objetivos e o jogador é obrigado a passar por locais antigos cheios de novos tipos de inimigos, o que acaba complicando com o pacing e faz com que o final da aventura tenha um pouco cara de um projeto preguiçoso.

A parte final da aventura também introduz os jogadores a um desafio extra, os Silent Realms. Localizados em cada um dos locais principais da superfície, esses pequenos desafios ocorrem em uma região contida e eles tem um único objetivo, testar Link. O Herói é encarregado de recolher 15 Sacred Tears, itens especiais encontrados neste reino, enquanto escapa dos Guardiões, criaturas imortais que perseguem o indefeso protagonista dentro deste desafio.

Uma apresentação digna de uma lenda

The Legend of Zelda: Skyward Sword HD é um jogo muito bonito. O relançamento em HD ajudou a dar um toque extra nos gráficos e graças a seu estilo de arte, temos um dos games mais lindos lançados este ano para o Nintendo Switch. 

Voltando a um estilo consagrado por The Legend of Zelda: Wind Waker, em Skyward Sword temos personagens com mais expressões e com detalhes bem legais em seus modelos. Link por exemplo tem várias reações diferentes para cada situação que ele se encontra e é bem legal de ver isso em ação. Outros personagens como Goose tem designs bem interessantes, principalmente seu belo cabelo esquisito, e eles adicionam ao charme do título.

Os locais também tem bons detalhes e são variados o bastante para poderem ser únicos. Até os inimigos são adaptados para cada uma das dungeons criadas para o game, além de que cada local tem sua própria vida selvagem e raças de NPCs presentes. Com isso, o mundo de Skyward Sword HD se faz parecer vivo e Skyloft é a maior prova disso. Durante o dia, uma cidade cheia de vida com o bazar aberto, o shop aéreo de Beedle flutuando pelo local e cidadãos vivendo suas vidas normalmente. À noite, todos estão dentro de suas casas e monstros rondam o local. Um contraste excelente e que ajuda a fazer aquele mundo virtual parecer real.

É claro, os visuais são apenas uma parte do pacote. The Legend of Zelda: Skyward Sword HD utiliza pela primeira vez na série uma orquestra para sua música. Assim, a parte sonora do título é extremamente valorizada e linda de se ouvir. Apresentando temas novos e remixes de alguns clássicos da série, a soundtrack de Skyward Sword é fenomenal e vale muito a pena ser ouvida tanto dentro quanto fora do mundo virtual.

Só é uma pena que isso não seja acompanhado de uma dublagem. Skyward Sword HD continua com a tradição da série Zelda em ter cutscenes com diálogos sem vozes. Contudo, alguns grunhidos e risos são produzidos por certos personagens ao início de certas frases.

Por fim, o jogo utiliza muito bem efeitos sonoros em sua jogabilidade. A cada acerto certeiro de espada um som triunfante é conferido, o que acaba ajudando o jogador e incentivando-o a dominar ainda mais o sistema de combate do título.

Uma lenda que não deve ser ignorada

The Legend of Zelda: Skyward Sword HD continua a manter a tradição de bons títulos da franquia Zelda. Mesmo 10 anos após o seu lançamento original, o game ainda consegue ser muito bom, oferecendo uma narrativa extremamente interessante e uma jogabilidade bem peculiar que irá agradar tanto os veteranos quanto os novatos.

Contudo, a jogabilidade com os controles de movimento acaba sendo um ponto extremamente negativo no que seria uma ótima experiência. Os Joy-cons não são tão precisos quanto um Wii remote e nunchuck, por isso muita das vezes você é forçado a calibrá-los repetidamente para evitar dor de cabeças indesejadas. Não ajuda que tudo neste jogo requer movimento, desde o combate, à navegação em áreas como o céu ou nadar embaixo d’água.

O pacing do jogo também sofre bastante na sua segunda, com cenários sendo repetidos e alguns desafios se arrastando demais. Por sorte o relançamento em HD retirou algumas partes que poderiam ser consideradas chatas na experiência em geral, mas outras infelizmente permaneceram aqui.

Ademais, The Legend of Zelda: Skyward Sword HD é uma ótima pedida para aqueles que querem conhecer a série. O título é o resultado final de anos da fórmula tradicional da série evoluindo aos poucos. Sua linearidade pode ferir aqueles que querem exploração, contudo seu combate e narrativa mais do que suplementam tais fraquezas. Caso você não tenha conseguido experimentar a versão original no Wii, como foi o meu caso, o relançamento é a oportunidade perfeita de conhecer o título que causou grandes mudanças no futuro da tão aclamada franquia da Nintendo.

Prós

  • Narrativa muito boa
  • Gráficos e estilo de arte lindos e charmosos
  • Relacionamento entre Link e Zelda é um dos melhores de toda a série
  • Novos itens são bem legais de se utilizar
  • Música orquestrada é fantástica
  • Combate extremamente satisfatório quando funciona

Contras

  • Controles de movimentos são péssimos para certas ações
  • Metade final do jogo é cheia de momentos que se arrastam demais e machucam o pacing da aventura
  • Ter que se transportar para o céu para mudar de área fica chato após um tempo

8,5