Review | Centipede: Recharged

Review | Centipede: Recharged

29/09/2021 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedora: AdamVision Studios, SneakyBox
Publicadora: Atari
Data de lançamento: 29 de Setembro, 2021
Preço: US $ 9,99
Formato: Digital

Na contemporaneidade é cada vez mais comum ver relançamentos dos mais diversos tipos de jogos. Desde clássicos até jogos considerados injustiçados, vários jogos vem recebendo uma chance de reafirmar seu sucesso ou corrigir problemas e alcançar novos públicos. Com isso, surge um problema, como esses jogos devem ser chamados?

De um ponto de vista de marketing, colocar o mesmo nome do produto original não parece muito inteligente, já que facilmente poderia causar confusões com relação a “inediticidade” do produto. Então, qual seria a solução para esse problema que assola toda a indústria de entretenimento? Criar termos que criam tanta confusão quanto!

Remakes, remasters, re isto, re aquilo, são apenas alguns dos termos que são abundantemente usados para designar estes. Honestamente, ninguém sabe em qual categoria determinado relançamento, ou até “reimaginação” ( Isso assustadoramente também pode ser considerado uma categoria!) se enquadra. No geral apesar de terem péssimas escolhas de nome, as ideias que estes relançamentos trazem são bem claras, tornar um jogo mais acessível, corrigir erros e contornar limitações que já não existem mais talvez sejam a trindade mais comum em um relançamento.

Para provar meu ponto, direi a vocês o nome do jogo desta review: ( Sim, eu sei que vocês leram o título, mas me permitam essa singela licença poética) Centipede Recharged! ( Leia com uma pitada de empolgação irônica). Apesar de existir a possibilidade de você já ter ouvido sobre o clássico de Atari 2600, é bem improvável que o subtítulo “Recharged” signifique alguma coisa para você, e como essa é uma review, creio que seja meu papel dissecar esse curioso relançamento para vocês, meus caros leitores.

Jogabilidade e Estética

Por ter sido lançado em 1981, Centipede acaba caindo naquele quase limbo de jogos pré NES, que quando não são considerados arcaicos, são considerados quase incompreensíveis pela geração acostumada aos jogos atuais. A ideia por trás do jogo curiosamente interessante, podendo definida como uma mistura do famoso “jogo da cobrinha” e Space Invaders.

Enquanto na parte inferior da tela o jogador controla uma nave capaz de disparar projéteis ( Tenho um leve pressentimento que já sabiam dessa parte), na parte superior da tela existe uma centopéia que o objetivo é chegar na parte inferior da dela e atingir o jogador, porém a mesma só chega na parte inferior da tela após desviar dos cogumelos que bloqueiam seu caminho. Assim como a gigantesca maioria dos jogos da época, Centipede é um daqueles jogos baseados em pontuações, ou seja, o jogo em si é apenas um loop contínuo.

E, pasmem, Centipede Recharged segue a mesma idéia, porém de maneira não muito ortodoxa. Acho que isso ficaria mas claro se nós rotulássemos o jogo, por exemplo, se eu tivesse que por este “relançamento” em uma das categorias previamente citadas provavelmente seria na categoria de “reimaginação”, permitam-me explicar neste próximo parágrafo.

Apesar de manter a premissa básica do jogo original ( Navinha querendo matar minhoquinha ), Centipede Recharged é muito mais rápido e dinâmico que o jogo original. Upgrades temporários, efeitos visuais em neon e uma jogabilidade mais fluída e adaptada a monitores modernos são o leque principal de novidades que o jogo trás no quesito gameplay, alguns poderiam até comparar com Tetris Effect, porém ainda creio que o relançamento do jogo russo ainda está alguns patamares acima da versão Recharged de Centipede.

A novidades introduzidas ao jogo são especialmente bem vindas e tornam o jogo especialmente competitiva, e como vocês podem ver acima, o jogo conta com um sistema de rankings online, que logo logo fará meu nome sumir dessa lista. Fora o modo Arcade tradicional, o jogo ainda conta com um modo que proporciona desafios específicos ao jogador, o sistema de de rankings também está disponível individualmente para cada um destes desafios.

Conclusão

No geral, Centipede Recharged é um bom jogo, porém parece que foi lançando na época errada. Entre o fim dos anos 2000 e o início dos anos 2010, serviços como o Xbox Live Arcade e o saudoso Wii Ware eram território para relançamentos de clássicos de arcade em plataformas modernas. Existia uma certa empolgação em experienciar esses clássicos de maneira oficial em plataformas modernas. Centipede Recharged se parece muito com o estilo de relançamento que era comum na época, melhorias de jogabilidade, rankings online e conquistas. E isso, não tira o mérito dessa versão do jogo, que é um relançamento muito bem feito, porém talvez não receba tanta atenção pela época em que foi lançado.

Prós:

  • Jogabilidade fluída e simples.
  • Sistemas de rankings e conquistas modernos.

Contras:

  • Custo benefício questionável.

Nota:

8

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