Review | Blackwind

Review | Blackwind

19/01/2022 0 Por Thomas Mertens

Desenvolvedora: Drakkar Dev
Publicadora: Blowfish Studios
Data de lançamento: 20 de janeiro, 2022
Preço: R$ 56,99
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Blowfish Studios.

Espaço, a fronteira final. Entramos aqui em mais um jogo sci-fi, se passando num futuro possivelmente não tão distante, onde colônias mineradoras já são uma realidade, Blackwind, descrito pela desenvolvedora Drakkar Dev como jogo de plataforma e ação, mas que mais se parece com um hack-and-slash ao estilo rogue, chega para todas as plataformas, incluindo o Nintendo Switch. 

Muitos elementos existem em Blackwind para trazer novas experiências, ou simplesmente tornar o jogo mais divertido para uma maior variedade de jogadores, o que eu acho particularmente bom, mas será que o trabalho foi bem feito? O que te espera em Medusa-42?

Contextualizando

Como sempre, começando pelo roteiro, e não pretendo me demorar. Jogamos no controle de Jimmy Hawkins, um adolescente filho de um cientista/inventor que foi contratado pelos militares para “expandir as ferramentas de trabalho” para uma colônia de mineração, em Medusa-42, um planeta muito parecido com a terra, mas inabitado. Mas a questão é que a encomenda foi de battleframes, ou seja, uma armadura robótica muito usada em guerras (sim, estilo Homem de ferro, só que parrudão). 

A princípio faz sentido para proteger os funcionários de possíveis acidentes, e facilitar seu trabalho com a força extra, mas ao chegar para a entrega, a nave dos Hawkins é atacada por algo e cai. Hm, talvez não seja só para trabalhar que usaremos esses battleframes né…

Jimmy sobrevive justamente por estar dentro de um deles, e começa uma busca pelo local da colisão com ajuda da inteligência artificial do traje, a Blackwind. E explorando o planeta, descobrimos não só uma série de instalações dos militares, com alguns soldados, mas também um monte de Raknos, criaturas bio-robóticas devastadoras que são a causa de toda a confusão, e matá-las faz parte do serviço.

Para quem têm interesse, uma demo do jogo está disponível em algumas plataformas (mas não no switch), e alguns criadores de conteúdo já disponibilizaram, vale a pena dar uma olhada pois ela corresponde ao prólogo do jogo.

Dito isso, vamos jogar

Beleza, estamos num hack-and-slash, então obviamente nossas armas principais são lâminas. No caso, lâminas azuis muito bonitas, de laser/plasma/energia, seja como você prefira chamar, com alguns combos simples, e que o objetivo é cair em cima dos monstros mesmo. Além disso, temos também uma arma laser, que ajuda a cobrir alvos inacessíveis, ou mesmo evitar maiores complicações contra inimigos resistentes ao combate corpo-a-corpo. Ah, temos também um drone que pode ser controlado por um segundo jogador, ou pelo P1 mesmo, deixando a armadura principal em piloto automático. Ele é equipado com uma arma mais simples, e é perfeito para passear pelas ventilações das bases e destrancar portas, ou coletar itens.

O que diferencia Blackwind dos outros jogos do gênero é o peso que o boneco têm. Peso literal. A tendência é que quanto maior e mais pesada for a coisa, mais difícil e demorado seria de fazer seus movimentos, e isso foi trazido pro jogo. Mesmo sendo porradeiro, esse impacto é sentido nos controles, não por input lag, mas pela própria forma como o personagem joga, e é importante levar isso em consideração.

Ao mesmo tempo, esse foi um dos pontos baixos do jogo pra mim, pois essa agilidade faz muita falta, especialmente quando uma horda chega para o combate. A maioria dos Raknos não têm muita vida, mas bate forte, o que se acumula com vários inimigos, e por exemplo, ao ser atingido por um míssil, não ganhamos aquela clássica invulnerabilidade enquanto o boneco levanta do chão. Ou seja, foi derrubado, durante todo esse tempo de stun, você vira um alvo fácil, e em muitos cenários, é a morte certa, o que estraga totalmente o princípio do Hack-and-Slash.

Por outro lado, a árvore de talentos nos ajuda com isso, mesmo sendo muito pouco complexa. A maioria dos upgrades se refere apenas a incremento de dano ou de recompensas, tendo pouca margem pra melhorar ataques, ou até mudar um pouco o estilo de jogo. Realmente faltou um pouco aqui.

Outro grande problema é a mira. No PC você usaria o mouse, com o cursor na tela indicando onde estamos mirando. No Switch, essa mira é semi-automática, focando no alvo (não necessariamente inimigo) mais próximo, e mesmo assim falha muito. Para ajuste, podemos apontar o analog direito, mas ainda assim, a precisão é baixíssima, então essa arma acaba quase sendo descartada.

Precisamos falar dos gráficos?

Sim e não. Na verdade, não me impressionou muito, e claramente é um jogo feito pra ser jogado em uma tela MUITO grande, e de preferência 4K. Não é o caso do híbrido da Nintendo, mas nas outras plataformas isso aparece. Sim, o modelo 3D do robô fica bonito quando têm zoom em cima dele, em alguma cutscene, mas ao longo do jogo, não chama a atenção. Dessa forma, a grande crítica ao Switch acaba se tornando irrelevante, tornando a experiência basicamente a mesma em qualquer console. 

Aliás, contamos com skins diferentes para a armadura, que são mais ou menos os colecionáveis de Blackwind, tendo que passar por desafios e quebra-cabeças pra alcançar algumas. é maneiro e têm muitos estilos diferentes, eventualmente até troco entre elas só pra ver como as cores funcionam.

Parou por aí?

Infelizmente, Blackwind tem um pequeno bug até o momento que escrevo esse texto, que te impede de continuar. em certo momento, temos que abrir uma porta, entrar pelo corredor, ativar um mecanismo, e voltar. Nessa volta, teremos inimigos, e caso eles te matem, voltamos para um checkpoint imediatamente depois de ativar o mecanismo. Mas o problema é que se isso acontecer, a porta de entrada não abre mais, e ficamos presos dentro do corredor. Dá até pra matar os inimigos pelo outro lado da porta, e as animações também mostram o robô do outro lado dela estraçalhando as asas de uma espécie de vespa, mas quando acaba a animação, estamos presos de novo.

Mas isso foram alguns cenários, perto da metade do jogo, e o que eu senti até aqui é que tudo é extremamente repetitivo e cansativo. A história por trás é tão simplória ou então mal apresentada, que não nos instiga muito a seguir em frente, baseando toda a experiência do jogo no cenário (que de fato é interessante) e nos combates em si, destruir coisas etc. 

Fim de jogo

Blackwind infelizmente se concretiza como “mais um”, desperdiçando seu potencial de ser algo maior. O jogo não é ruim, mas está longe de ser chamativo por qualquer coisa. Mesmo tendo poucos features, eles ainda assim foram mal explorados. Eu gosto de hack-and-slashes, é bem divertido descer porrada em monstros, explodir coisas, coletar itens etc, mas de fato falta algo em Blackwind

Prós:

  • Skins;
  • Bonito.

Contras:

  • Mais do mesmo;
  • Bugs;
  • Movimentos pesados e inconsistentes.

Nota Final:

6