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Em defesa de Fire Emblem Engage

Luiz Estrella 13/09/2024
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Amo música, arquitetura, cinema e gosto um pouquinho de jogos da Nintendo, ao ponto de ter um canal no YouTube só pra falar disso.
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Revisão: Lucas Barreto

Muitas vezes a gente se perde no mar de opiniões que é a internet. Em um espaço onde todos podem compartilhar a sua opinião, surge uma busca desesperada por um consenso, uma opinião definitiva ou verdadeira sobre algo. A partir disso, surgem sites como Metacritic ou Rotten Tomatoes que buscam trazer uma “média” do que as pessoas acham sobre alguma obra.

O problema é que muitas vezes guiamos o nosso pensamento por esses consensos e renunciamos à nossa própria experiência. Se todos estão dizendo que jogo X é ruim, quando eu for jogá-lo já estarei com essa ideia em mente e pronto para concordar com tudo que ouvi.

Acredito que Fire Emblem Engage foi vítima de um pensamento coletivo um pouco injusto, muito influenciado por expectativas de que o jogo fosse mais próximo do seu antecessor de grande sucesso, o que não faz sentido se considerarmos que a proposta do game era ser algo bem diferente do que foi Three Houses.

Não quero dizer que todas as críticas a Fire Emblem Engage são injustas e falsas, na realidade é o contrário, quero reiterar a validade de diferentes opiniões trazendo o meu ponto de vista para a discussão. No texto a seguir irei compartilhar a minha visão totalmente pessoal sobre Engage, sobre o que o jogo me fez sentir e exaltar algumas características que tornaram a minha experiência mais especial. A expectativa é que de alguma forma o texto possa ressoar com algum leitor que tenha sentido o mesmo que eu ou fazer você, que ainda não jogou, se interessar pelo jogo.

Leia também:

Uma homenagem às mulheres de Fire Emblem que nos trouxeram até aqui


Fire Emblem Engage é o mais novo título de uma das séries mais icônicas da Nintendo. Ainda assim, ao homenagear seus antecessores, será que conseguiu se destacar sozinho? Descubra em nossa análise!


Fire Emblem Engage não é “Three Houses 2”, e isso é ótimo!

Um Fire Emblem sobre Fire Emblem

Falei sobre consenso no início, não é? Pois é, tenho impressão de que o consenso na internet quando se aborda Fire Emblem Engage é o seguinte: o game vale a pena pelo gameplay e você deve ignorar ou não dar muita atenção para a história.

Claro que há opiniões muito mais complexas do que isso, estou sendo reducionista, mas queria utilizar esse suposto consenso como ponto de partida para esta discussão. A história, ou a narrativa, ou o cenário geral de Engage é de fato um caso curioso, e eu acho que parte disso é fácil de diagnosticar: é um game comemorativo. E isso é claramente refletido na maneira que o jogo se expressa.

O caminho que os devs da Inteligent Systems optam por seguir é de uma história metalinguística, ou seja, um jogo da franquia Fire Emblem que é sobre Fire Emblem. O que, claro, é uma grande piscadela para os fãs que acompanham a franquia há tanto tempo, mas também um convite para os novatos que conhecem apenas 1 ou 2 jogos se aprofundarem ainda mais nessa jornada.

Enxergando por essa ótica, fica claro todo o contexto que a história traz, em que personagens desse novo mundo formam “alianças” com diversos personagens clássicos da franquia. O que dá espaço para que os fantasmas do passado (os bons fantasmas do passado) possam aparecer de maneira pontual durante toda essa comemoração.

Mas ok, você pode virar para mim e argumentar que isso é só fanservice misturado com uma boa dose de propaganda da franquia, e seu posicionamento estaria corretíssimo, é isso mesmo. A questão é que eu acho que essa proposta base é feita sem cinismo, com uma genuína vontade de homenagear a série, e acaba sendo essencial na escolha do “tom” que a narrativa terá, dando oportunidade para que os desenvolvedores se aproveitem desse status de “jogo homenagem” para criar uma experiência final divertida e autêntica.

Uma fantasia heróica

Agora que estabelecemos a ideia de um “jogo comemoração”, você concorda comigo que faz todo sentido que a energia do game seja mais leve, mais divertida e mais colorida? E sinto que é aqui que talvez o Engage já afaste algumas pessoas.

Fire Emblem 3 Houses é cinza, é mais sério e carrega uma forte carga emocional. É consideravelmente ousado que a sequência tente se opor tudo isso. Mas não é proibido também, como disse antes: propostas diferentes.

Fire Emblem Engage traz uma sensação de leveza que honestamente me confortava enquanto joguei o game, em muito por conta da maravilhosa direção de arte que trouxe tons pastéis bem clarinhos no cenário que contrastam com os personagens coloridos e cheios de vida. O trabalho da artista Mika Pikazo traz um frescor visual magnífico, fazendo com que cada personagem se destaque imediatamente na primeira vez que aparece em tela e, por sorte, o jogo vai apresentando personagens novos e com designs diferentes a todo momento.

Entre as batalhas, quando eu retornava para Somniel, parecia que de fato o jogo queria me presentear com uma sensação “pacífica”, o próprio fato de o lugar estar flutuando no céu já diz muita coisa. É um espaço para explorar livremente, interagir com os personagens e se preparar para próxima batalha. Aqui, inclusive, não temos mais o sistema de calendário do jogo anterior, retornando para um sistema mais clássico onde você escolhe quando progredir.

Essa sensação boa também vem um pouco do protagonista, Alear, que é um caso curioso, por ser um protagonista super mimado. Logo no início você já o vê sendo super bem tratado pela mãe, e achei tão bonito o jogo começar assim. Claro que depois a tragédia do herói precisa acontecer, mas durante toda a jornada os personagens continuamente tratam Alear com respeito e admiração, e bem, se estou controlando esse personagem, acaba que eu mesmo fico me sentindo bem tratado, né?

E por favor, não pense que eu estou defendendo as escolhas da narrativa porque sou a favor de monarquias e de que filhos da rainha precisam ser bem tratados por nascerem com sangue especial; estamos falando em um contexto de fantasia, onde a narrativa muitas vezes se concentra em escapar das dores do mundo real, e o jogo acerta precisamente nessa atmosfera. Temos um autêntico mundo fantasioso, os belos personagens representam arquétipos e caricaturas já conhecidas que vão apoiar o protagonista durante uma jornada que, apesar de ter dificuldades, sabemos que a vitória será garantida graças à perseverança do protagonista e o poder da amizade. Eu não defenderia esse rio de clichês e clássicos em outro contexto, mas aqui acho que tudo funciona muito bem junto, entende? O visual, a música, o diálogo, o pacote completo acaba me encantando na sua própria inocência e faz com o que eu me divirta demais jogando.

Erros bobos mas acertos precisos

Fire Emblem Engage não tem medo de ser rídiculo vez ou outra e não acho isso um problema no geral. É que tem vezes que as coisas de fato fogem do controle, alguns diálogos acabam por ser bobos demais até para dar risada e aí não tem muito o que fazer. Lembrando que há sempre dificuldades na tradução também, então questões culturais nem sempre podem ser convertidas para o ocidente de maneira satisfatória.

Mas o que me impressiona é que apesar de diversos momentos bobos, tem vezes que o jogo acerta em cheio no texto, principalmente na reta final, em que cenas muito mais interessantes do que eu estava esperando começam a aparecer e tiram o jogo da posição tão confortável em que estava de uma fantasia leve. Nem todos os personagens têm comportamentos tão previsíveis e, caso você tenha permitido se conectar um pouco com os vilões, sentirá uma boa dose de empatia por eles. Mas reitero, são momentos pontuais que elevam a narrativa mas sem apagar o tom fantasioso e confortável que o jogo tem na maior parte do tempo.

Veja, o jogo tem acertos muito além da narrativa e estética, além de encaixar uma história contextualmente interessante para um jogo comemorativo. Os desenvolvedores tinham aqui a missão de serem fiéis a uma série de elementos clássicos da franquia e eu acho que fazem isso com maestria.

Os clássicos supports, as conversas entre os personagens para desenvolver melhor o laço entre eles, estão aqui como sempre, sendo a grande maioria bem escrito ou pelo menos intrigantes. Por mais que se tenham críticas aos diálogos na história principal, sinto que os supports na sua maioria mantém o nível esperado guardando os momentos mais engraçados e até tocantes do jogo.

Já os mapas são interessantes do início ao fim do game, sempre buscando apresentar mecânicas novas e evitando a sensação de mesmice. Inclusive, a nível de saudosismo, alguns mapas clássicos da franquia retornam aqui para missões especiais secundárias. Aliado aos mapas, as mecânicas de batalha são muito divertidas, o sistema de “Emblems” que citei anteriormente não só é uma ótima forma de homenagear a franquia, mas também deixa o combate mais divertido, com mais customizações e possibilidade de ataques especiais.

É curioso para mim, porque veja, vou fazer uma confissão para você que leu o texto até aqui: não sou um fã antigo da franquia que já jogou diversos games. Engage é o terceiro que estou jogando, porém, esse é o primeiro que me peguei fazendo diversas sidequests para poder jogar mais, mesmo sem progredir a história. Tudo porque o ciclo de gameplay me pegou com muito mais força dessa vez. É claro então que pelo menos com esse consenso estou de acordo: Fire Emblem Engage tem uma ótima gameplay.

Liberdade para nem sempre agradar

Entre os muito elementos que tornam um jogo agradável para alguém, talvez um dos mais fortes seja simplesmente o momento, sabe? Acho que joguei Fire Emblem Engage na hora certa para que eu pudesse apreciar tudo que o jogo oferece. Receber um RPG tático de qualidade logo no início de 2023 foi uma surpresa muito positiva para mim.

Depois de ter jogado Fire Emblem 3 houses, que além de DLC recebeu o spin-off musou “Fire Emblem 3 Hopes”, ver a série trazer algo diferente como foi Engage ressoou de maneira bastante positiva comigo. É um caminho que acho criativamente mais interessante e presenteia os usuários do Nintendo Switch com duas experiências distintas dentro da mesma franquia. Se a série Fire Emblem está realmente crescendo e vendendo bem a cada novo título, que isso resulte em mais liberdade para experimentação e criação.

Espero que a Intelligent Systems continue explorando novos caminhos dentro da franquia e revisitando conceitos quando necessário. Muitas vezes não é tão óbvio adivinhar o que vai ou não encantar os jogadores, e levando em conta que jogos são produtos, empresas ficam desesperadas em não conseguir prever o que será um resultado imediato. No meu mundo fantasioso seria legal se pudéssemos só dar liberdade para os desenvolvedores trabalharem com o que sentem vontade e inspiração, então vou torcer para que isso seja ao menos levado em conta no próximo jogo da franquia.

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