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Desenvolvedora: Game Freak, Koei Tecmo
Publicadora: Nintendo
Gênero: Life Sim
Data de lançamento: 5 de agosto de 2026
Preço: R$ 194,90
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Nintendo.
Revisão: Lucas Ferreira
Bubbly Basin é a primeira parte do pacote de expansão de Pokémon Pokopia, desta vez, apresentando uma cidade nova baseada na Cerulean de Kanto. Essa primeira leva de conteúdo veio com uma série de melhorias de qualidade de vida e funcionalidades, algumas delas, felizmente disponíveis para todos os jogadores, não só aqueles que compraram o conteúdo adicional.
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Novas formas de explorar

Assim como nos jogos anteriores, Bubbly Basin oferece uma experiência que não difere muito das demais áreas do jogo, apesar da particularidade de se passar 90% debaixo d’água.
Aqui, encontramos notas que descrevem a vida na cidade e um pouco do desastre climático que a arrematou, deixando-a submersa. Além disso, encontramos novos Pokémon que não estavam disponíveis no jogo base — 50 para ser exato —, onde devemos ajudá-los a construir um ambiente em que possam viver de maneira mais confortável.
Desta forma, em termos de jogabilidade, muito do que pode ser dito a cerca da DLC, já havia sido elaborado no site por aquele que vos fala na review do jogo base. Portanto, nesse texto, irei focar especialmente no que há de novo dentro do jogo.
Começando pela habilidade Dive, que também pode ser adquirida fora da DLC. Essa nova habilidade é crucial para a exploração em Bubbly Basin, visto que grande parte da cidade se encontra submersa. Ainda assim, alguns jogadores pela internet já provaram que é possível sugar toda a água da cidade e deixa-lá completamente seca, caso você se odeie o suficiente para sofrer esse castigo.

Outra novidade mecânica da DLC é a possibilidade de fazer smoothies em liquidificadores utilizando frutas. Essas novas receitas, além de aumentar o PP de Ditto como todas as outras comidinhas, também dá uma melhoria para a habilidade Surf, permitindo que Ditto, transformado em Lapras, possa nadar mais rápido debaixo d’água.
Por estar submersa, Bubbly Basin vai ter uma abordagem de construção um pouco diferente das demais regiões. Enquanto debaixo d’água, podemos posicionar blocos e fazer construções especificas na água sem estarem ligadas ao solo.
Além disso, também é possível locomover-se livremente, semelhante ao voo com a habilidade do Magnemite, mas sem gastar nenhum PP por isso. O pulo também vai funcionar de maneira diferente, Ditto irá demorar mais para cair e agora consegue pular várias vezes concecutivas, fazendo com que não haja canto do mapa que não possa ser facilmente alcançável.
Ao chegar na nova cidade, deixei para trás minhas inúmeras caixas de itens, o que fez com que recomeçar do zero com novos recursos e Pokémon fosse uma experiência bem divertida, quase como se estivesse jogando-o pela primeira vez de novo. Porém, o jogo logo me lembrou que precisaria retornar para outras áreas para coletar recursos que não é possível encontrar tão facilmente em Bubbly Basin.

No geral, preferiria se cada área conseguisse ter seu próprio farm de recurso — me refiro especificamente à squishy clay para fazer concreto — sem que eu precisasse quebrar minha experiência no local e me direcionar a outra cidade só para conseguí-lo.
Isso logo me lembrou do caos de inventário que havia deixado desde a última vez que tinha aberto o jogo alguns meses atrás. Felizmente, houve uma tentativa de deixar essa transição menos burocrática, apesar de ainda não ser o que eu consideraria o ideal.
Agora em Pokopia é possível ter uma caixa compartilhada entre duas áreas, o que facilita bastante a vida, fazendo com que eu possa ter os mesmos recursos em Pallete Town e Bubbly Basin, por exemplo, evitando algumas viagens desnecessárias. No entanto, ainda me pergunto: por que ainda não deixam o jogador simplesmente guardar itens no PC como nos jogos da franquia principal?
Nova dinâmica entre ambiente e Pokémon
Pokémon que normalmente andam somente por terra também podem visitar Bubbly Basin através de uma bolha de ar que Ditto consegue colocar em suas cabeças. Portanto, caso queira que algum monstrinho com habilidades úteis como Smearguru lhe acompanhe pela cidade, é totalmente possível.
No entanto, esses Pokémon são incapazes de nadar, e por isso só podem subir em níveis mais altos que tenham uma escada. Isso é especialmente problemático para as visitas, considerando que parte do que torna Bubbly Basin especial é a possibilidade de fazer construções que boiam no meio da água sem necessariamente estarem ligadas ao chão e também sem nenhuma gambiarra.

Smeaguru, especialmente, se torna um problema a parte, pois o Pokémon é o único do jogo que tem a habilidade de pintar itens direto do inventário, sem precisar das bolas de tinta fabricáveis. Normalmente, caso eu quisesse fazer construções e customizá-las ao mesmo tempo, tinha o hábito de trazer o monstrinho comigo para tê-lo o tempo inteiro de fácil acesso.
Porém, fica difícil demais andar com ele por uma cidade que não foi feita para aqueles que não sabem nadar. Culpa minha por não ter feito uma cidade acessível para Pokémon terrestres? Fica o questionamento.
Além da dificuldade de mobilidade que estes Pokémon vão encontrar para se locomover pela cidade, só vai ser possível que esses bichinhos morem em habitats em terra, o que os impede também de habitar a vasta maioria da região.
No jogo base, cada nova área possuia o seu elenco de personagens com o seu arco narrativo. Um dos diferenciais de cada cidade nesse sentido era a existência de novas formas regionais, como é o caso de Professor Tangrowth, Peakychu, Mosslax, Smearguru, DJ Rotom, Tikmaster e Chef Dente.
Bubbly Basin não tem nada a oferecer nesse sentido, o que dá aquela sensação de potencial desperdiçado, considerando que um dos aspectos mais legais da construção de mundo de Pokopia é ver como o ambiente influenciou esses Pokémon a se adaptarem, resultando em formas variantes. Seria interessante ver uma criatura originalmente não aquática mas que desenvolveu meios de sobreviver ao ambiente submerso, por exemplo.

Bubbly Basin também possui áreas nas profundezas do mar onde é bem difícil enxergar dado a falta de luminosidade. Explorar essas partes do mapa é bem interessante graças ao storytelling ambiental. As ruínas e ambientes dilapidados ganham uma camada a mais por conta disso, além do puzzle que é tentar se locomover e religar a energia elétrica do ambiente.
Nota 9: Água demais
Bubbly Basin é uma extensão bem justa da filosofia aplicada ao design de jogo de Pokémon Pokopia, oferecendo maneiras diferentes de explorar do jeitinho que aprendemos a amar, passando horas e horas no jogo base.

Pokopia, nos últimos meses tem me dado pouca vontade de continuar jogando, muito devido ao fato de que existe coisa demais para fazer, o que acabou me paralizando com as decisões do que dar prioridade. Portanto, Bubbly Basin dá aquela sensação de novo recomeço, voltar àquele estado do jogo onde tudo é um pouco mais guiado com objetivos claros tem sido ótimo para “refrescar” a experiêcia com o título.
No entanto, vale a pena ressaltar que Bubbly Basin é apenas a primeira parte de um pacote de expansões que ainda precisa se provar antes de dizer se vale a pena ou não. Como uma experiência isolada, a nova região é excelênte, ressignificando a jogabilidade e trazendo elementos que melhoraram o jogo, ainda assim, é difícil dizer se a expansão vale a pena, considerando o valor do pacote, o que o jogo oferece e o que ainda há de oferecer.
Prós:
- Consideravelmente diferente das áreas já apresentadas, Bubbly Basin apresenta não só uma temática nova, mas formas diferentes de jogar o mesmo jogo, aplicando a mesma filosofia de design;
- Nova área dá uma sensação de recomeço, dando uma boa sobrevida para o jogo, especialmente para quem se viu paralizado depois do tanto de possibilidades oferecidas ao jogador após o final da história;
- Explorar Bubbly Basin faz jus ao quanto esse aspecto do jogo já era interessante na maioria das regiões do jogo base. Característica essa que também é bem ressaltada pelas novas mecânicas e ambientação.
Contras:
- Houve uma chance desperdiçada de melhorar o inventário, que ainda é um dos pontos mais fracos do jogo, requerindo um alto nível de organização por parte do jogador;
- Limitações e burocracias como a “necessidade” de ter Pokémon especificos por perto fica ainda mais evidente em uma cidade onde nem todos os monstrinhos conseguem se locomover livremente;
- Ausência de uma forma regional nova é um tanto quanto curiosa, visto que cada região do jogo base possui pelo menos uma.
Nota
9

