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Desenvolvedora: Bliss Brain
Publicadora: ININ Games
Data de lançamento: 26 de Janeiro, 2023
Preço: R$ 249,00
Formato: Digital
Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela ININ Games.
Revisão: Marcos Vinícius
A SEGA dos anos 80 e 90 certamente foi marcada pelas diversas IPs exclusivas que detinha os direitos para seus consoles, incluindo títulos clássicos como Alex Kidd, Sonic e Streets of Rage, que foram (e ainda são) adorados por diversos jogadores, tanto os nostálgicos quanto os mais novos. E entre estas IPs consagradas também tivemos um nome que certamente marcou os consoles da empresa e a memória de diversos jogadores, em especial os brasileiros (mesmo que eles talvez nem saibam que já tenham jogado um título da série), estou falando da franquia Wonder Boy.
A história de Wonder Boy começa em 1985 com o lançamento oficial de Super Mario Bros. para o NES, não é segredo que este se tornou um clássico instantâneo quando saiu, revolucionando o gênero de jogos de plataforma e até mesmo a própria indústria de jogos, amado por seus jogadores e visto como um jogo que demonstrava maestria em jogabilidade por muitos. Acontece que esta é uma opinião da qual Ryuichi Nishizawa não compartilhava, muito pelo contrário, detestava os comandos do título do bigodudo, e com este sentimento em mente decidiu criar sua própria aventura de plataforma com uma jogabilidade que acreditava que seria mais satisfatória aos seus gostos.

Em 1986 então, o primeiro título da série Wonder Boy chegava aos Arcades, e apesar de não ter tido o mesmo impacto do jogo que o inspirou, fez sucesso o bastante para lhe garantir diversas sequências e até um licenciamento pela SEGA, que cuidaria de ports dos jogos para seus consoles e ficaria com o domínio da marca “Wonder Boy” e futuramente “Monster World”.
É interessante notar também a evolução da franquia, e como a cada jogo novo os desenvolvedores sempre faziam algo completamente diferente de antes, com a saga possuindo em seu catálogo jogos de fases lineares, um metroidvania, um jogo de aventura em exploração 2D, e até mesmo um shoot ’em up no meio. Mas sempre com cada jogando compartilhando algumas semelhanças, seja com mesmos sprites de inimigos, algumas referências de jogos passados ou até mesmo caras familiares aparecendo nos jogos que vieram depois de alguma forma bem peculiar.
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As várias faces de Wonder Boy
Um detalhe muito importante da história de Wonder Boy é como a franquia possui diferentes versões seus jogos pelos consoles, quase toda entrada teve diversas versões com algumas variações por console ou região. Temos os já citados ports dos jogos de Arcade para os consoles da SEGA; Vimos o lançamento de Adventure Island, uma versão para NES do primeiro jogo que foi pulicada pela HUDSON e desenvolvida pelo mesmo time do original (que não podia utilizar o nome da IP devido aos direitos do nome e personagens terem ficado com a SEGA), e que até acabou se tornando uma franquia própria nos consoles da BIG N mantendo o gênero de plataforma; E por fim talvez as adaptações mais importantes da franquia para nós brasileiros, na forma da tão memorável obra do aclamado Maurício de Sousa, Turma da Mônica!


Aqui no Brasil, através da ótima pareceria entre a SEGA e a TECTOY, a franquia Wonder Boy ganhou alguns ports oficialmente feitos pela empresa brasileira com alterações nos sprites dos personagens para ficarem mais similares com os clássicos personagens da Turma da Mônica, os jogos convertidos foram “Wonder Boy in Monster Land” que se tornou “Mônica no Castelo do Dragão” para Master System; “Wonder Boy III: The Dragon’s Trap” que virou “Turma da Mônica em O Resgate” também no console 8Bits; E “Wonder Boy in Monster World” que recebeu o nome “Turma da Mônica na Terra dos Monstros”, lançado para o Mega Drive. E ainda por cima, os títulos também foram localizados para o português brasileiro, aumentando a inclusão na jogatina destes títulos que requerem um mínimo de leitura para progredir em suas aventuras, e então tornando-os imediatos clássicos para os amantes de videogames de nosso país que ganharam esta incrível representação nos consoles da SEGA.
Uma nova coletânea… só que não
Talvez algumas pessoas estejam tendo uma certa sensação de dejavu com o lançamento deste Anniversary Collection, isto pode estar acontecendo porque o último passo na história dessa franquia é bem recente na verdade, em junho do ano passado (2022) tivemos o lançamento de Wonder Boy Collection, que conta com 4 dos 6 jogos clássicos da série, e é aqui na que a principal crítica para esta “nova” coletânea entra…
Wonder Boy Anniversary Collection na verdade não é uma nova coletânea, mas sim a versão deluxe do título do ano passado, que contava com dois títulos a mais (Wonder Boy 3 e Dragon’s Trap), e outras versões dos jogos para escolher. Esta versão especial foi vendida exclusivamente pelo formato físico e com uma quantidade limitada de cópias, estratégia que praticamente impossibilitava a aquisição para diversos jogadores, especialmente em países como o Brasil em que a distribuição oficial de jogos físicos é muito limitada. E só agora, 7 meses depois do lançamento da primeira coleção, estamos recebendo a forma digital desta edição, sendo uma prática bem sorrateira para aqueles que tiveram que pegar a versão incompleta digital anteriormente, já que era a única disponível nas lojas online, e ficaram sem os títulos restantes, e que apesar de serem bem divertidos, definitivamente não valem a pena para pagar o preço completo por uma coletânea nova.

As features aqui são as mesmas de Wonder Boy Collection, temos uma seleção para escolher qual dos 6 títulos da franquia queremos jogar, e diversas versões de cada jogo, podendo alterar o console que estaremos emulando sua versão do jogo, com algumas diferenças de gráficos, dificuldades e efeitos sonoros que eram ditadas pelo hardware, ou então a localização entre versões americanas e japonesas. Também temos a possibilidade de rebobinar a gameplay durante a jogatina para corrigir algum erro feito ou até acelerar a velocidade do jogo.

Também temos alguns extras, como um álbum com diversas artes conceituais, capas e manuais dos jogos originais, o que sempre é agradável em coletâneas para os fãs da franquia admirarem, além de também podermos remapear os comandos de cada título, criar save states durante a jogatina, e mudar o tamanho do display dos jogos para aquele que preferirmos. O principal problema mesmo é que como já citado, tudo isto estava no mesmo título de 6 meses atrás, e nem mesmo rolou uma adição de novas imagens para o fundo da tela durante a emulação, tornando o “upgrade” extremamente dispensável para quem jogou a coletânea interior.
Mas agora, finalmente indo para a parte mais importante, uma breve olhada nos 6 títulos disponíveis desta saga que estão aqui na coleção.
Wonder Boy
O primeiro Wonder Boy, de 1986, é um clássico título que encapsula muito bem como jogos Arcade eram feito nos anos 80, com um foco total na gameplay, temos uma sequência de fases por onde utilizamos apenas da corrida e do pulo para desviar de inimigos e obstáculos, com eventuais itens para dar uma facilitada no processo, como um martelo que nos permite atacar os oponentes, um skate para se locomover mais rápido, ou então uma fadinha que nos torna invencível. A cada 4 níveis enfrentamos um chefe que guarda o próximo mundo, e repetimos o processo até finalmente resgatar Tinda do maligno rei que a raptou.

O jogo tem uma fórmula bem repetitiva, e como jogos da arcade costumavam fazer no passado, morremos muito fácil com apenas um dano dos inimigos, acarretando numa boa dose de frustração para a experiência, além de pouca variedade de cenários durante os níveis. Sinceramente, o primeiro título apesar de ter um charme de “jogo velho”, não possui um level design tão bem polido e envelhece bem rápido, é um título divertido para se conhecer as origens da série, porém, comparado aos futuros jogos da coletânea pode ser o “pior” do grupo. Particularmente recomendo a versão de Arcade que possui os melhores visuais e parece ter comandos mais responsivos que nas versões de console.
Wonder Boy in Monster Land
Wonder Boy in Monster Land saiu um ano após o título original, e traz mudanças radicais para a série, se tornando um dos primeiros action-RPGs da história, controlamos o personagem pelo mapa em uma visão 2D, tendo que atravessar áreas enquanto derrotamos monstros para conseguir dinheiro e conversamos com NPCs para descobrir como conseguir certos itens para prosseguir na jornada. O jogo também introduz uma loja para a compra de equipamentos, magias e poções para auxiliar nos desbalanceados combates do jogo.

A exploração é bem linear até, não é muito difícil encontrar o caminho que precisamos seguir, o principal problema mesmo vem nas lutas, que mesmo com a feature de rewind o jogo não pega nem um pouco leve com o jogador, jogando diversos inimigos nele ao mesmo tempo, criando um caos extremamente imprevisível, e com quantidades de danos absurdas contra o jogador, incentivando a fazer o famoso grind de dinheiro para conseguir comprar melhores equipamentos nas lojas escondidas pelo mapa, e que além de tudo podem ser perdidos após uma morte, gerando uma baita frustração pelos recursos gastos a toa.

Apesar de ser um título bem a frente de seu tempo em ideias e conceitos de gameplay, conta com muitos deslizes na execução, como o personagem deslizar demais para as sessões de plataforma, ser muito mal balanceado nas lutas, e contar com uma economia que não respeita a progressão natural do jogador durante a aventura, se tornando difícil recomendar ele para jogadores que não são assíduos por experiências do passado e que adoram um grande desafio. Felizmente a maioria destes problemas seriam resolvidos em uma futura entrada…
E apesar da versão de arcade ser a mais polida visualmente, devo recomendar o port para o Master System, já que ele passou por algumas alterações para tornar o jogo menos “papa fichas”, facilitando um pouco algumas das lutas do jogo e retirando o tempo limitado de gameplay do arcade.
Wonder Boy III: Monster Lair
Talvez o título mais peculiar da franquia, Wonder Boy III, de 1988, abandona o conceito de jogo de ação e plataforma, e decidi entrar no gênero shoot ‘em up. Ele retorna a fórmula do primeiro jogo de ser estruturado em diversos níveis lineares, com cada fase possuindo duas sessões principais: na primeira passamos pelo estágio a pé, e na segunda voamos com um tapete mágico até encontrarmos com um boss no fim da sessão.

Apesar de também ser um jogo bem formuláico e repetitivo, a gameplay é bem mais divertida que o primeiro Wonder Boy, já que durante os níveis podemos pegar diversos tipos de power-ups temporários para os nossos tiros, tornando a experiência bem mais dinâmica pelas 14 fases. É legal citar também que os chefes também são muito criativos e apresentam ótimos desafios para o jogador durante a aventura que pode ser experienciada em até dois jogadores.

Aqui eu recomendo a versão de Arcade, tanto por ser a versão mais polida, quanto por podermos ter fichas infinitas durante a jogatina, o que nos permite sempre continuar nos níveis após um game over, retirando então aquele empecilho de ter que voltar do início do jogo após a perda de todas as vidas.
Wonder Boy III: The Dragon’s Trap
Wonder Boy III: The Dragon’s Trap, de 1989, é o primeiro jogo da franquia verdadeiramente obrigatório, um simples e charmoso Metroidvania para o Master System, onde acompanhamos o herói que é amaldiçoado pelo dragão maligno no início da aventura, e então acaba virando um “homem lagarto”, tendo que se aventurar pelo mundo para recuperar suas forças e achar um caminho de volta ao castelo para derrotar o mal que lhe amaldiçoou.

Durante a aventura vamos explorando o mundo, encontrando labirintos e derrotando seus chefes para então adquirir novas formas de monstros e consequentemente acesso a diferentes locais de Monster World, repetindo o ciclo até conseguirmos progredir para o final da aventura. Também temos acesso magias como em Monster Land para auxiliar no combate, e lojas onde podemos comprar equipamentos mais fortes que vão aumentar nosso ataque, defesa, e o stat mais importante do jogo: charme.

É crucial ficar de olho nos seus CPs (Charm Points) durante a aventura, que são ditados pela armadura que está vestindo, já que seu nível de charme vai influenciar se o vendedor da loja vai querer lhe vender certos itens, alguns deles podendo ser cruciais para poder continuar na aventura, como o Dragon Mail que permite a locomoção em lava, ou então espadas com maiores danos para que os combates com chefes não levem uma eternidade. Por isso sempre se certifique que esteja equipado com os itens que lhe deem o maior CP possível na hora de visitar uma loja e não acabar precisando fazer um baita backtracking ou até ter que começar uma nova run por ter deixado itens importantes para trás.
Dragon’s trap é uma aventura bem curta mas muito divertida, a variedade de formas monstruosas são muito criativas e trazem um bom dinamismo a aventura, como com cenários aquáticos sendo expandidos ao pegar a forma piranha, e se tendo acesso a um labirinto de pequenos corredores para se explorar na forma de roedor, nunca deixando o jogo cair na mesmice. O mapa também tem um bom level design que faz com que você sempre lembre facilmente de onde pode ter uma entrada para a nova habilidade que acabou de adquirir.

Os combates com os chefes em certos momentos podem ser um pouco traiçoeiros devido ao knockback que sempre tomamos ao receber um dano, mas as lutas são justas, e contanto que sempre tenhamos a espada correta para o momento, o combate não vai se tornar um grande problema na jogatina, o que já é um grande avanço quando comparado a Monster Land, já que aqui a economia também é muito mais justa com a quantia que o jogador vai conseguir naturalmente de dinheiro a derrotar inimigos pelo caminho.
O jogo também tem sua versão de Game Gear no pacote, porém a visão do cenário em volta do personagem é muito mais limitada do que na de master system, e por isso acredito ser a melhor opção para se experienciar o título.
Wonder Boy in Monster World
Argumentavelmente o melhor título da franquia (embora dragon’s trap seja uma boa competição), Wonder Boy in Monster World, de 1991, traz de volta a fórmula de Monster Land e a refina com maestria, trazendo uma progressão mais justa, com um combate mais balanceado, ótimo level design e uma história mais consistente.

Para efeitos de comparação, Monster World é quase uma perfeita adaptação do que seria a fórmula Zelda trabalhada em um jogo de ação 2D, controlamos o herói pelo mapa, e temos um foco numa exploração do mundo que é muito bem executada, passamos por diversas cidades e rotas que as conectam como desertos e bosques, resolvendo os problemas de seus habitantes, procurando por “heart pieces” nas rotas, comprando equipamentos mais poderosos a cada novo local, e também explorando dungeons que contam com alguns puzzles e bosses no fim. E conforme progredimos na aventura vamos ganhando acesso a novas informações e/ou itens que vão auxiliar na exploração de áreas passadas e a achar a próxima parada da trama.

Temos diversas regiões para explorar, cada um com uma temática e uma cidade diferente, e todas são muito bem executadas visualmente, é um jogo bem bonito para o Mega Drive, e é uma fórmula muito gostosa de seguir, chegar numa nova cidade, descobrir o problema e então conseguir um novo companheiro para te acompanhar pela masmorra da região.
O combate do jogo é bem balanceado, recebemos uma quantia justa de dinheiro para ir comprando bons itens enquanto exploramos, e temos um bom acesso a quantidade de magia para ajudar nas lutas, e apesar de não serem muitas, as lutas contra os chefes são muito boas e divertidas. Junto da ótima exploração natural que temos durante a jogatina e as dungeons que são bem construídas, este facilmente se torna um dos se não o mais memorável jogo da coletânea.

A única crítica vai para o Final Boss que realmente quebra todo o balanceamento e faz um embate que mesmo abusando do Rewind é uma grande chatice de se terminar. Neste título apenas temos apenas as versões de Genesis (em inglês) e de Mega Drive (Japonês).
Monster World IV
O último título da franquia, Monster World IV, abandona um pouco do foco em exploração que os últimos dois títulos tiveram e trás uma trama mais linear e com um foco maior na história por trás da aventura. Acompanhamos Asha, que acabou de ser nomeada uma guerreira pela rainha, e então é encarregada de cuidar do mal que aparentemente está crescendo no mundo, acompanhada de seu mascote, um pepelogoo de cor azul, bem incomum pra sua espécie que é um pet muito popular pela cidade.

Aqui temos uma fórmula bem simples, encontramos um medalhão que vai abrir a porta de uma das 4 dungeons do jogo para explorá-la, resolvendo seus puzzles e derrotando o mago maligno do elemento temático que nela habita, e assim que terminamos uma masmorra encontramos o medalhão para a próxima e então o ciclo se repete.

Como já dito, esta é uma experiência mais linear, porém não interfere na qualidade que a franquia demonstra desde Dragon’s Trap, as dungeons são muito divertidas, com puzzles criativos, um nível ideal de desafio na progressão, e usos muito criativos de nosso pepelogoo durante jogatina. E é sempre interessante voltar para a cidade entre cada masmorra para ver como cada personagem da cidade está reagindo ao avanço do mal no mundo e o mistério (nada secreto) por trás do mau humor que se espalha pelo local.

A única crítica ao jogo mesmo vai para o combate que sofre de um pouco de um downgrade quando comparado aos prévios títulos, sem contar com magia ou armas diferentes para utilizar, o que acaba o tornando uma experiência mais monótona nessa parte do jogo, sempre repetimos a mesma estratégia nas lutas. Mas tirando este detalhe, ainda é um ótimo jogo e um bom encerramento da franquia Monster World antes de seu longo hiato. E assim como Monster World apenas conta com uma versão em inglês e uma em japonês para o título.
A franquia hoje
Apesar de ter tido uma sequência de 6 jogos seguidos no fim dos anos 80 e início dos 90, a série Wonder Boy deu uma longa pausa depois de seu último título para o Mega Drive, que era visto como o fim da série para seu time de desenvolvedores. E apenas mais de 20 anos depois que a franquia voltaria a dar as caras com remakes de alguns de seus mais consagrados títulos, com Wonder Boy: The Dragon’s Trap, e Wonder Boy — Asha In Monster World, que deram uma bela repaginada nos títulos originais com ótimos visuais e melhorias no gameplay.


E em 2018 também tivemos a estreia de um novo jogo, Monster Boy and the Cursed Kingdom, que apesar de não ser da IP Wonder Boy, conta com alguns desenvolvedores dos clássicos originais e é uma ótima sequência espiritual para o legado desta franquia.

Uma franquia muito divertida de se conhecer
Em suma, esta é uma ótima coletânea para se conhecer a franquia Wonder Boy, que possui não só jogos, mas também uma história muito interessante, é divertido ver como os títulos foram evoluindo e constantemente mudando entre lançamentos, mas sempre melhorando em qualidade e com os jogos novos referenciando os antigos de alguma maneira. Caso seja um fã de jogos clássicos da época do Master System e mega drive certamente vale a pena conferir os títulos aqui presentes e experienciar alguns dos melhores jogos destes consoles, mas claro, mantendo em mente que eles possuem suas mecânicas datadas também.

A maior crítica de Wonder Boy Anniversary Collection realmente fica para a estratégia executada de estar relançando com um bom atrasado a edição “deluxe” da coletânea do ano passado novamente só que agora em formato digital, se tornando uma recomendação difícil de se fazer para quem já acabou jogando a coleção anterior. Talvez devessem ter apenas adicionado os novos títulos como uma DLC de Wonder Boy Collection do que ter feito um novo lançamento sem muitos extras novos no pacote.
Prós
- Ótimo para conhecer a franquia;
- Alguns dos jogos são muito bons;
- Emulação boa;
- Mecânicas de save state e rewind;
- Álbum com imagens da franquia.
Contras:
- Alguns jogos são bem medíocres;
- Falta de adições de extras do primeiro lançamento;
- Versão completa chegando muito atrasada na mídia digital.
Nota Final:
8


