Review | Anodyne 2: Return to Dust

Review | Anodyne 2: Return to Dust

22/02/2021 0 Por Thomas Mertens

Desenvolvedora: Analgesic Productions
Publicadora: Ratalaika Games
Data de lançamento: 18 de fevereiro, 2021
Preço: R$ 99,99
Formato: Digital

Anodyne 2: Return to Dusk é a sequência do título original de 2013 que combina uma narrativa cinematográfica e uma aventura de ação 2D, que embora seja uma continuação, o jogo não depende de seu antecessor para funcionar e ser apreciado. Anodyne 2 teve seu lançamento original na Steam em 2019 e chegou aos consoles, incluindo o Nintendo Switch no dia 18 de fevereiro de 2021.

Desenvolvido pela Analgesic Productions, estúdio este que consiste em apenas 2 pessoas, Anodyne 2: Return to Dusk nos pede para ajudar Nova a salvar o mundo do Dust. Esta é basicamente a premissa do jogo, mas há mais coisas no qual irei abordar nesta análise

Não posso sair, hoje é dia de faxina

Para resumir a história de Anodyne 2 e chegarmos direto nas opiniões sobre o jogo, vou dar uma acelerada aqui. Nova é uma criatura com o poder de encolher até a escala nanométrica desenvolvida pelo Centro e seus guardiões para limpar poeira. O Dust no mundo deste jogo funciona mais ou menos como uma energia corruptora, um vírus que infecta alguém e distorce sua mente.

A proposta do jogo é essa, e a gimmick é justamente encolher. Quando você faz isso, entramos em uma espécie de mini mundo pessoal da criatura que estamos tentando salvar. E neste mundo temos muitas criaturas esquisitas, então cada cenário acaba sendo único, com mini NPCs que interagem com você. Ah, essa parte é em 8-bits, que é bem gostosinho de jogar. Me remete a uma fusão de dos jogos visto de cima de The Legend of Zelda com Mega Man, por mais bizarro que isso possa parecer.

Escolhas de design bastante específicas

Agora quando Nova está no mundo normal… as coisas ficam bem esquisitas no jogo. Ao mesmo tempo que os visuais em 8bits são gostosinhos (no sentido de ser divertido), os gráficos em 3D são agoniantes. Mesmo sendo mais ou menos de propósito – já que é fortemente inspirado no estilo gráfico de jogos de PS1 – as criaturas são bizarras, e desenhadas de forma bizarra também, que me incomodou de verdade. Por outro lado, a criação do ambiente, junto com a trilha sonora, faz um bom trabalho trazendo uma atmosfera pesada e melancólica, quase deprimente, representando bem a temática do jogo.

Anodyne 2: Return to Dusk é bem parecido com o trailer, e é sim jogável. Se seu tipo de jogo for esse de fazer várias etapas, uma de cada vez, coletar itens para um upgrade obrigatório para poder continuar, você deve gostar desse. Uma coisa legal também é que você vê os personagens te agradecendo por terem sido salvos, vê certa progressão no mundo.

Mas como é o jogo, afinal?

Jogar anodyne 2 se divide em 2 formas complementares:

1ª – O Mundo 3D: Nova passeia pela cidade (ela pode se transformar em um carro pra acelerar esse processo) conversando com os habitantes, até que algum deles peça ajuda com a limpeza de Dust. As vezes temos de falar com eles VÁRIAS vezes até descobrirmos que eles realmente precisam dela. Quando descobrirmos isso, podemos entrar no mundo nanométrico desse NPC, vencendo um minigame de ritmo bem simples. Aí mudamos para a segunda forma.

2ª – O Mundo nano: Depois de entrarmos nesse ambiente, o gráfico vira 8 bits, e ganhamos a habilidade de usar um aspirador. Devemos vencer cada sala da sua forma, seja matando (ou NÃO matando) os inimigos, acionando chaves e botões para liberar a passagem. Alguns são até labirintos de certa forma. E as soluções são bem divertidas as vezes. Minha favorita foi a máquina do pássaro, que controlamos Nova e um reflexo.

Análise final

Infelizmente Anodyne 2 não me cativou muito, o tom triste e melancólico me afastou um tanto, e não me simpatizei muito com nenhum personagem apresentado. Mas não nego que o nano World foi bem divertido de desafiar. Cada fase era um desafio que te faz pensar de forma criativa, é um micro ambiente personalizado. São pontos pequenos que fazem a diferença.

Prós:

  • Mundo 8bit realmente divertido

Contras:

  • Personagens pouco carismáticos
  • Gráficos perturbadores
  • Falta personalidade no jogo

Nota final

6,5

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