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Review | The Legend of Heroes: Trails through Daybreak II

Continuando a saga Trails, The Legend of Heroes: Trails Through Daybreak II é a segunda história do arco Calvard da franquia, trazendo uma aventura mais focada em oferecer um desenvolvimento adicional para seus personagens, além de refinar o que deu certo no título anterior.
Erick Figueiredo 07/02/2025

Desenvolvedora: Nihom Falcom
Publicadora: NIS America
Gênero: RPG de ação, baseado em turnos
Data de lançamento: 14 de Fevereiro de 2025
Preço: R$ 314,99
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela NIS America.

Revisão: Manuela Feitosa

Os fãs da franquia Trails terão um 2025 cheio com o anúncio de que o ocidente receberá dois jogos da série em um único ano. O primeiro deles será Trails Through Daybreak II, a continuação das aventuras de Van e seus amigos e o segundo arco da saga Calvard.

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 Trails through Daybreak é um sopro de vida para uma série que sofria com estagnação. Servindo como um recomeço, o RPG traz um elenco interessante, narrativa sólida, intrigante e mais madura, além de um combate dinâmico.

As aventuras do Spriggan 

A narrativa de Trails through Daybreak II ocorre alguns meses após o final do título anterior. Após Van e seu grupo ter lidado com o grupo mafioso conhecido como Almata, as coisas tem estado bem tranquilas. O Spriggan tem relaxado com trabalhos mais básicos e seus funcionários temporários decidiram aproveitar a oportunidade para resolver pendências pessoais.

Contudo, algo está ocorrendo no submundo de Eldith, com uma onda de assassinatos envolvendo uma criatura vermelha misteriosa similar ao Grendel de Van, atraindo a atenção de figuras importantes. Elaine, a antiga amiga de infância de Van, lhe contrata para um serviço de investigação com o objetivo de descobrir mais sobre a tal criatura.

Após uma investigação curta, a dupla encontra uma misteriosa figura que se transforma na criatura em questão. Van e Elaine tentam enfretá-lo, mas acabam mortos. Graças a aparição de Agnes e seu Genesis, contudo, o tempo é revetido misteriosamente e dessa vez, a dupla, junto com a garota e René, outro amigo de infância, conseguem enfrentar a criatura. 

Aprendendo que seu nome é Grendel Zoa e que ele também possui um fragmento do oitavo Genesis, Van e os outros decidem investigar a questão mais a fundo. Ao longo do caminho, além de encontrar seus velhos aliados, o spriggan também se reencontra com outras figuras que ele ajudou no passado, como a dupla Nadia e Swin, de Trails Through Reverie, que estão em Edith em busca de algo.

O escopo da narrativa de Trails Through Daybreak II é bem menor se comparado a sua prequel. No jogo anterior, a Falcom buscou introduzir a república de Calvard e todos os seus subgrupos que faziam parte daquela sociedade, incluindo o seu submundo criminoso. Já em Daybreak II, apesar de ainda exploramos alguns novos locais da república, o foco maior fica nos personagens que já conhecemos e especialmente na capital, onde seguimos Nadia e Swin, que estão trabalhando como Spriggan temporários enquanto Van explora outros locais.

Basicamente a narrativa de Trails Through Daybreak 2 é uma história adicional para os personagens de Daybreak sem tentar expandir o futuro da série. Em uma única palavra, ela é um filler na trama geral da franquia. Claro, existem elementos e personagens que são introduzidos neste título e alguns possuem importância para Kai no Kiseki, o próximo jogo cronologicamente, mas a maior parte da história aqui pode ser considerada apenas uma chance adicional de acompanhar os novos protagonistas em uma nova aventura. 

Para aqueles que gostam dos personagens é algo bem legal, pois podemos vê-los em uma nova jornada, além de servir como um desenvolvimento adicional. Já para quem só quer acompanhar a história geral da série e deseja ver seu avanço para finalmente nos aproximarmos do fim, bem, você não vai encontrar isso aqui.

Essa mudança de foco para uma história mais focada nos personagens e não na narrativa geral também é afetada por um velho problema dos jogos da saga Trails, o pacing. Trails Through Daybreak II possui menos capítulos que seu antecessor, mas em compensação o título espalha a narrativa de uma forma bem estranha. 

Os dois primeiros capítulos são bem rápidos e dinâmicos, introduzindo alguns novos elementos e personagens e mantendo as coisas muito bem animadas. Já a reta final, em específico os dois últimos capítulos, são longos e cheios de repetições envolvendo um elemento específico introduzido na narrativa, se arrastando muito e fazendo com que a experiência perca força. O principal ponto que separa os dois momentos, contudo, é um episódio de praia que tenta balancear momentos de slice of life com alguns dos temas sérios que foram mostrados em capítulos anteriores.

Minigames até dizer chega

Outro elemento que quebra um pouco o pacing do jogo tem relação com algo que Daybreak II procurou introduzir em relação a seu antecessor, os minigames. Alguns ligados pela narrativa, outros opcionais, o novo título adiciona diversos desafios adicionais que mudam a jogabilidade afim de trazer um pouco de variedade.

O minigame de pesca, que ficou de fora do último título, retorna aqui com novas mecânicas que o tornam ainda melhores. Tirando ele, todos os outros minigames são novos. Temos um minigame de hackear com Mare, a Holo de Van, utilizado durante a aventura e para abrir baús especiais, além de cartas e outros.

Também temos a introdução de outras mecânicas adicionais para a gameplay especialmente em relação a side content. Alguns dos 4SPG, as sidequests do jogo, por exemplo, podem fazer com que Van precise seguir um alvo sem ser notado com um simples sistema de stealth, além da possibilidade de pilotar um veículo com outros dois personagens durante o episódio da praia.

Algumas dessas adições mudam narrativamente alguns elementos introduzidos no jogo anterior, especialmente o trabalho de Van. Antes, o Spriggan foi mostrado mais como um faz tudo, mas com a introdução de hacking, seguir pessoas e até uma função adicional chamada de Shard Seach, Van pode ser mais considerado como um detetive particular. Obviamente o primeiro jogo já mostrava sinais disso, mas esses elementos foram expandidos na sequência.

O Mundo Virtual lhe chama para explorá-lo

Após Trails Throudh Daybreak nos introduzir a um novo elenco de personagens, Trails through Daybreak II decidiu linkar o arco de Calvard com o resto da série de uma forma mais pessoal. Temos um vasto elenco de personagens jogáveis, incluindo alguns convidados que se tornam membros controláveis do grupo durante os combates.

Apesar de ter um elenco recheado de opções, a narrativa do jogo em si não oferece muitos espaços para que todos possam ser utilizados. Como uma forma de remediar isso, a Falcom introduziu algo que já é comum nos títulos da franquia: Um local único onde todo o elenco podia se reunir mesmo que a narrativa não permitisse. No caso de Daybreak II, somos introduzidos ao Marchen Garden, um mundo virtual criado pelo grupo Marduk que sofreu um ataque hacker e Van é contratatado para consertar o problema.

O Marchen Garden é separado em áreas que vão se abrindo conforme a narrativa avança. Cada área possui uma série de “salas” para explorar, com cada uma possuindo um objetivo que pode ser eliminar monstros, destruir objetos, etc. Ao final de uma série de salas, temos um desafio contra um chefe. Além de ganhar experiência, o Marchen Garden também fornece shards que podem ser utilizados em um dos sistemas adicional do mundo virtual.

Assim como foi o caso com Trails Into Reverie e seu True Reverie Corridor, o Marchen Garden também fornece a chance de adquirir equipamento adicionais e cosméticos para o elenco de personagens. Feitos através de um sistema de gacha envolvendo os shards, é um sistema que tem seus altos e baixos, pois mesmo com uma chance alta, a quantidade de itens cosméticos que estão no pool é grande, o que pode ser chato para quem quer manter o grupo bem equipado mas possui recursos limitados.

Batalhe em busca de uma solução

O sistema de batalha de Trails through Daybreak II é mais do mesmo em relação ao jogo anterior. Houveram poucas mudanças, com a Falcom aproveitando o tempo para trazer alguns refinamentos à fórmula em busca de tentar equilibrar a experiência. Tivemos algumas boas mudanças, como uma reformulada linha do tempo para os turnos, exibindo de forma bem melhor a ordem de cada personagem envolvido na batalha.

Uma das principais mudanças nos combates por turnos é a introdução de um limitador para as S-Crafts. Em jogos anteriores, era comum o abuso dessas poderosas habilidades, com o primeiro Daybreak tornando ainda mais fácil a sua utilização. Como uma forma de nerf, temos um limitador que impede a ativação seguida das S-crafts, fazendo com que o jogador precise planejar com mais cuidado a utilização das habilidades.

Outras adições envolvem a introdução de um Ex-attack, realizado em conjuto com outro personagem em inimigos sob efeito de um Stun. Esse sistema é uma evolução do sistema de follow-up attacks da saga Cold Steel, utilizando as mecânicas de Daybreak para oferecer uma maior liberdade ao jogador. Além disso, também tivemos a introdução de arts que combinam dois elementos, fornecendo poderosas magias que podem afetar mais de uma fraqueza de certos oponentes.

No outro lado do sistema, o Action Battle teve algumas pequenas mudanças visando a tentar deixá-lo mais interessante para os jogadores. Além dos ataques normais, agora é possível usar uma fraca magia para causar dano adicional. Desviar de ataques no momento certo também permite realizar um contra-ataque poderoso com outro personagem. Não é um Tales, mas essas são adições bem vindas a um sistema que ainda possui bastante espaço para melhorar.

A estranha trilha para o amanhecer

Usando a mesma engine de seu antecessor, Trails through Daybreak II não tem grandes mudanças em relação a seus gráficos. Temos novas areas e novas animações específcas para cutscenes, mas de resto ele continua idêntico ao primeiro game do arco de Calvard.

Dito isso, é de estranhar o quão diferente este jogo roda se for comparado a Daybreak, especialmente no modo handheld. Existe bastante pop-in, especialmente quando se anda em certas áreas do original, além da resolução ser bem ruim. Pude notar apenas alguns pequenos momentos de slowdowns, com umas pequenas travadas ocorrendo ao utilizar certos ataques especiais durante batalhas.

Algo bacana de se ver é que dessa vez a Falcom colocou um menu adicional ao segurar ZL, que funciona como um quick menu para certas opções, incluindo a ativação do modo de velocidade em dobro. Sem mencionar que agora não é mais necessário segurar R para ativar a corrida, basta apenas um toque no botão, o que foi uma excelente mudança.

Sonoramente temos o retorno de músicas do primeiro jogo e novas melodias. A trilha sonora é boa, alguns temas levaram um tempo até que caíssem em meu gosto, especialmente o tema de batalha principal, mas de forma geral, a OST do game é bacana. Ainda temos a opção de dub Japonês e Inglês, com até os dubladores de Reverie voltando para Swin e Nadia, mas houve algo que me chamou a atenção. Não importa se eu havia escolhido a dublagem em Japonês, algumas cenas, incluindo a primeira, estão disponíveis apenas em inglês. Não sei se foi um erro da NISA ou apenas um bug, mas foi algo bem estranho de testemunhar.

Talvez a parte mais estranha de Trails Through Daybreak II seja em relação ao fato da Falcom ter decidido investir em uma apresentação mais madura para o jogo e seus elementos narrativos. Considerando que a franquia sempre mencionou alguns temas sérios, como estupro de menores e drogas, não é estranho que a desenvolvedora fale de algo mais pesado. O que é bizarro é a forma como Daybreak II eleva tais coisas a um novo nível para a franquia, com muito sangue sendo visível nos cadáveres, muitas mortes, incluindo algumas grotescas, entre outras coisas. Acompanhado de tudo isso estão reações animadas que são mais cômicas do que outra coisa, especialmente por serem muito mal feitas.

A trilha para o futuro

Apesar de não ser uma grande peça fundamental para a narrativa geral da série, Trails Through Daybreak II é mais um bom jogo para a franquia Trails. Refinando mecânicas introduzidas no jogo anterior e oferecendo desenvolvimento adicional para seus personagens, o título vai agradar quem curtiu o que Calvard tinha a oferecer e gostaria de uma aventura adicional com seu elenco.

O pacing ainda é um problema notável da série, e ainda há bastante espaço para melhorias em termos de jogabilidade. A introdução de minigames, em alguns casos servindo como mais conteúdo para estender certos momentos, oferece uma pequena variedade para a gameplay, mas alguns momentos poderiam ter sido melhor explorados ou reduzidos para um melhor pacing.

De uma forma geral, apesar de introduzir alguns velhos problemas da franquia em relação à narrativa e número de personagens jogáveis, Trails through Daybreak II ainda mantém o bom momento do jogo anterior. Os fãs da série tem em suas mãos mais um bom capítulo da franquia.

Pros:

  • Bons refinamentos ao sistema de batalha por turnos do jogo anterior;
  • Ótimo desenvolvimento adicional para os personagens de Calvard;
  • É uma aventura extra com um elenco interessante de personagens;
  • Trilha sonora tem bons temas.

Contras:

  • Ainda há espaço para melhoras em relação ao sistema de batalha em tempo real;
  • Pacing continua sendo um grande problema;
  • História mais centrada que não expande muito a narrativa geral da série.

Nota

8

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Erick Figueiredo
Fã de videogame desde os 6 anos de idade. Curte Sonic, e JRPGs como Breath Of Fire IV e Final Fantasy VIII, além de outros títulos como BlazBlue, Tales of e outros.
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