Os Favoritos da Equipe NintendoBoy em 2022

Depois de mostrarmos os jogos vencedores da equipe no NBoy Awards 2022, chegou a vez de revelarmos os favoritos de cada membro e colaborador ativo do NintendoBoy! Nesta lista, vocês podem ver a variedade de gêneros e estilos de jogos, embora irão notar algumas repetições.    

Thomas Mertens

Thomas, que o nome dispensa apelidos, é a figura mais nerd que você pode esperar encontrar. “Investe” seu tempo em ser ruim em qualquer jogo que tente, mas se diverte mesmo assim. A pessoa mais calma que você vai conhecer não aparece muito por aí porque prefere ter paz do que estar certo. Apaixonado por Pokémon desde que consegue se lembrar, entusiasta de animes e jogos de carta.

Não tem como não citar Pokémon nessa lista, né? Por muito pouco não elegi Return to Monkey Island como meu favorito do Nintendo Switch de 2022, mas Pokémon é Pokémon e faz parte da minha vida desde que me lembro. Pokémon Scarlet/Violet oferece mundo novo de aventuras para capturar monstros novos e antigos, com um ganho considerável no quesito exploração e narrativa, o Terastal que deu uma renovada no metagame e foi uma ótima pedida.

Teve sim diversos pontos baixos que incomoda horrores, que inclusive falai sobre em minha análise, mas parece que dessa vez os fãs foram ouvidos e só espero melhorias pro futuro. Ah, Clodsire e Farigiraf para mim, são meus pontos favoritos dos jogos!!

Matheus

Desenhista vagabundo que gosta de acompanhar a Nintendo e outros videogames. Sou um amante de podcast e animes.

O ano de 2022 foi muito bom para mim no que diz respeito à jogos. Muitos títulos incríveis foram lançados como Kirby and the Forgotten Land – que fiquei com um sorriso sincero desde a tela de título aos créditos – e Bayonetta 3, que esbanja estilo e combate fluido que me fez passar andar desfilando pelas ruas do Rio de Janeiro após jogá-lo. No entanto, meu jogo favorito de 2022 é Xenoblade Chronicles 3

Para mim, Xenoblade Chronicles 3 foi uma surpresa desde o seu anúncio na Nintendo Direct de fevereiro, algo que eu não estava esperando que acontecesse tão cedo. Após começar minha jornada por Aionios, eu entrei uma montanha russa de emoções, desde cenas alegres e divertidas a desesperadoras e tristes. Embora tenha críticas ao jogo, ele de longe é o meu favorito da franquia.

Lucas Barreto

Estudante de Letras e aspirante a escritor; autor dos livros “Lágrimas de Samgue e outros contos” e “O Silêncio dos Cisnes”, apaixonado por livros e jogos. Defensor ilustre de Pikmin, Metroid e, principalmente, do inesquecível Wii U. Espera, pelas análises, despertar o interesse em jogos que não necessariamente estarão no radar geral das discussões de internet.

É muito difícil definir exatamente qual o meu jogo favorito de 2022. Desde a emotiva jornada de Xenoblade Chronicles 3 até a descida ao inferno de SIGNALIS, da encantadora transformação de Kirby para o 3D, até uma discussão sobre o crescimento e o valor do lazer em Lil Gator Game, 2022 foi um ano cheio de surpresas e experiências marcantes. Porém, para destacar um jogo que merecia muito mais espaço, trago AI: THE SOMNIUM FILES: nirvanA Initiative.

Em um mistério repleto de personagens encantadores e mortes macabras, o que mais marca em AI: THE SOMNIUM FILES com certeza é a forma como a narrativa quebra em si mesmo, em um plot que encanta, marca e se torna inesquecível. A discussão sobre escapismo e realidade, com a graça e o humor de sua escrita, apenas torna o jogo um dos grandes destaques do ano.

Bruno Frost51

Sou o Frost51, o criador do canal Lixeira do Frost (antes conhecido como Canal Jack Frost), escritor no site Gamelodge, redator colaborador no NintendoBoy, desenvolvedor de The Coneflower Dilemma e membro do podcast Memória RAMdom

Saúde Mental e Glitter 

Com certeza, uma das maiores polêmicas que acidentalmente levantei em círculos de amigos foi a minha demonstração de escárnio em relação à The Game Awards, que optou dar o prêmio de indie do ano para Stray (apelidado malignamente de “Gato Game”, em prol dos meus objetivos cruéis). Um dos motivos é claro: o orçamento dele está longe de ser o que se espera de um jogo indie, se assimilhando mais ao fenômeno dos jogos AAs que tinhamos aos montes no PS2 e no PS3 — representados por jogos como Earth Defense Force ou até o próprio NieR original. Ainda assim, creio que o motivo principal também é relacionado à preferências pessoais; arte é subjetiva e mesmo que ainda exista uma tentativa de uma antropologia imparcial e empática, julgamentos culturais e artísticos estão longe de serem objetivos. E eu tenho sentimentos bem fortes por um jogo lançado no início do ano passado, o tal do Needy Girl Overdose — que infelizmente é um jogo que exige relativo conhecimento cultural sobre o contemporâneo asiático para entender o total da sua genialidade. Afinal, Needy Girl Overdose se apropria em sua concepção da estética menhera.

Menhera (メンヘラ, uma aglutinação de “mental” e “health”, significando “saúde mental”) é uma estética criada a partir de uma visão mais feminina de aspectos de neurodivergência. Fotos da Hello Kitty, cor pastel e um comprimido de ritalina: essa estética mistura cores saturadas e doces hiperexpressivas, quase insinceras, com implicações de automutilação, abuso de drogas, relações abusivas e comportamentos impulsivos. Navegando entre a crítica, a positividade e a romantização de distúrbios — é um assunto sensível e delicado, que a real resposta do quanto pode ser nocivo está na interpretação do espectador.

Em Needy Girl Overdose, você é namorado da Ame-chan, uma personagem que a leitura do nome tem duplo significado em japonês: 雨, de chuva, e 飴, de doce. Ela encarna a Internet Angel, uma streamer iniciante que é hiper amigável e contrasta com sua personalidade real: cínica e ranzinza. Infelizmente, a menina é completamente dependente de você e organizar sua rotina será a sua função; ao estilo Princess Maker, suas ações definirão o futuro da nossa querida protagonista. E incarnando o “melhor namorado do mundo”, verá todas as facetas de um personagem complexo, que denota diversas instabilidades e traumas. Será que dar a atenção que ela tanto quer é um remédio? Ou será que é mais uma droga?

Por conta de ser uma menina perigosamente carente, seu objetivo é tornar ela uma streamer famosa no período de aproximadamente um mês, e para isso: planejamento será necessário! Entretanto, você pode fracassar nesse objetivo e conquistar outros finais: totalizando 22 conclusões possíveis para a história da jovem. Cada final expande mais a sua percepção da narrativa e há muito o que destrinchar aqui. Desde referências à clássicos orientais como Shuusaku, Sayonara wo Oshiete e Subarashiki Hibi, até referências aos cultos new age terroristas do Japão (como o Aum Shinrikyo); é um jogo com uma ideia central simples, mas com muito capricho. Muito desse capricho, como denotado nos meus exemplos de clássicos, é esotérico e exige um aprofundamento cultural denso em jogos japoneses. Inclusive na própria jogabilidade, que reflete bastante os antigos Princess Maker de PC-98.

Entretanto, não se engane! Esse jogo pode ser apreciado por qualquer um, mesmo que você não entenda 100% toda a linguagem que ele usa para se apresentar de primeira,  não é por acaso que o jogo foi um absoluto sucesso no PC. No núcleo temático dessa história cheia de assuntos traumáticos, que trafega por assuntos como sexo, abuso psicológico, bullying e drogas — existe uma elaboração razoável e uma mensagem positiva para todas as pessoas que derem uma chance honesta à experiência.

Needy Girl Overdose não é sobre romantizar os atos tóxicos da Ame, e sim sobre o fato que ela não é uma pessoa horrível por ter problemas psicológicos. Não é sobre tornar o uso de químicos pesados “cool”, e sim sobre não ter vergonha do uso deles. Afinal, a nossa streamer favorita apenas consegue finais positivos quando decide adereçar seus problemas — seguindo o tratamento e evitando compulsões, como a própria atenção da internet. A rosadíssima e fofa direção de arte começa como uma isca para os assuntos sérios que o jogo quer tratar, mas volta à representar alguma espécie de beleza ao completar o jogo. E essa beleza sempre vai existir, pois não há vergonha nenhuma em ser diferente — desde que você não se machuque ou abuse dos outros no processo. Esse jogo teve até um flash mob grande no Japão. Recomendação máxima desse ano.

Erick Figueiredo

Fã de café e estudante de jornalismo, sou um grande fã de Sonic, jogos de luta e JRPGs como a franquia Breath of Fire e Tales. Jogo um pouco de tudo e quando não estou escrevendo reviews, estou estudando ou lendo alguma coisa.

O meu jogo favorito de 2022 no Nintendo Switch, bem, eu ficaria entre River City Girls 2 e Azure Striker Gunvolt 3, mas ficarei com o Azure. Como um fã de Mega Man, fica aquele vazio pela falta de novas aventuras do robozinho azul, mas o título da Inti Creates ajudou bastante a preencher um pouco desse vazio.

A jogabilidade é muito boa, as sprites 2D são fenomenais, tem um bom desafio e roda muito bem no console da Nintendo tanto no dock quanto no portátil. Existem alguns problemas, mas eles são poucos se comparar o pacote inteiro. Para fãs de ação 2D, Azure Striker Gunvolt 3 foi, na minha humilde opinião, o melhor de 2022 e o jogo que mais me diverti jogando no Switch.

Diego “Geno” Gomes

Apenas um fã de Nintendo e Sonic que gosta de falar sobre jogos. 🙂

A série Sonic nos últimos anos vinha vindo de altos e baixos. Os dois últimos jogos da série principal, Sonic Mania e Sonic Forces tiveram recepções completamente opostas do público, com Sonic Mania sendo elogiado por revisitar o passado da série de forma autêntica e divertida, enquanto Sonic Forces era considerado mais um fracasso de Sonic 3D.

Sonic Frontiers, por outro lado, vinha com o objetivo de repaginar a série, apresentando um novo estilo de gameplay de Zona-Aberta que prometia dar liberdade total ao jogador de como avançar no game, algo que foi realizado com quase perfeição no produto final. Por mais que Sonic Frontiers tenha seus problemas como a clara falta de polimento, os aspectos positivos do game como a movimentação precisa e satisfatória, o combate simples mas engajante, uma soundtrack de tirar o fôlego, uma história interessante e o ótimo design de mundo fazem desta uma recomendação fácil para qualquer fã de Sonic.

Marcos

Responsável por coordenar a equipe NintendoBoy, além de manter em dia todas as novidades no site. Um grande fã de Fire Emblem, Atelier, Pokémon e punhado de joguinhos mid. Meus hobbies inclui jogar videogame, Yu-Gi-Oh! (o cardgame), e assistir animes. Porém não sou otaku.

Como um grande fã de JRPGs, tive a oportunidade de jogar muitos dos principais lançamentos de 2022 no Nintendo Switch. Entre eles, acredito que Xenoblade Chronicles 3 seria a escolha certa para este quadro, mas como sei que muito provavelmente ele seria citado aqui mais de uma vez, eu vou optar por outra grande experiência que tive, este foi Atelier Sophie 2 ~The Alchemist of the Mysterious Dream~

Minha escolha não foi apenas por eu ser um fã de Atelier e querer que ele aparecesse aqui de alguma forma, mas é que Atelier Sophie 2 é um título excelente dentro da franquia Atelier. Em minha review, citei o game como uma experiência deslumbrante que dá um ar de renovação a tudo que já foi introduzido até então. Ele também retorna com o sistema de batalha em turnos, em contraste com o estilo rápido e dinâmico que custei a me acostumar nos jogos estrelados por Ryza, então me senti bem confortável aqui. 

Mas sendo direto sobre o porquê deu ter achado Sophie 2 um dos meus jogos favoritos de 2022, foi por ele realmente ser bastante competente como uma sequência, expandindo e aprimorando os conceitos já conhecidos na série, enquanto traz um enredo cativante e respeitoso para com os fãs veteranos. Eu amo Sophie 1 e toda a subdsérie Mysterious, então Sophie 2 foi realmente como um presente. Claro que ele não é perfeito. A enrolação desnecessária pré clímax pode frustrar um pouco, além de alguns desafios de chefes serem desbalanceados; eu não vou me delongar, mas explico tudo na minha review, não deixe de conferir aqui!

Wendel Barbosa

Professor, pai de família, apreciador de cerveja e apaixonado por videogame. Adoro escrever textos que misturam minha paixão por jogos e meu amor – enquanto professor – pela História.

O lançamento de Xenoblade Chronicles 3 representou, pra mim, um retorno à franquia e aos JRPGs. Digo isso porque estava longe dos jogos do gênero já há algum tempo e o ritmo lento da versão remasterizada, que saiu para o Switch, em 2020, não ajudou. Com a chegada de XC3 me vi obrigado a revisitar e concluir aquela história para ter uma experiência mais aprofundada do terceiro jogo. E aí as coisas, finalmente, foram se encaixando.

Como não joguei Xenoblade Chronicles 2, a impressão que tive foi de jogar um título mais maduro, com uma história cativante (apesar de parecer simples num primeiro momento), personagens carismáticos e mecânicas muito melhores em comparação ao primeiro título. É um dos jogos mais bonitos do Switch que conta ainda com uma trilha sonora magnífica. Xenoblade Chronicles 3 é daqueles jogos que chegam para marcar toda uma geração.

Vitor “Vivi” Costa

Doutorando em Filosofia que passa seu tempo livre com piano, livros e jogos (principalmente RPGs). No Twitter, também conhecido como Vivi. Interessa-se especialmente por produções de maior apelo artístico e/ou narrativo e mecânicas de puzzle, stealth, estratégia e RPG. Seu histórico de análises pode ser conferido no OpenCritic; suas reflexões sobre a arte e a ciência dos jogos, em thegamelogicist.medium.com e na SUPERJUMP (ambos em inglês), ou em seu podcast: MetaQuestCast.

2022 foi o melhor ano para RPGs de estratégia em consoles da Nintendo desde os anos 1990, e também foi o ano mais produtivo da parceria entre Square Enix e Nintendo em toda a história, com 16 jogos lançados. A coroação deste ano brilhante foi feita por Tactics Ogre: Reborn [análises NintendoBoy e Nintendo Blast], a versão definitiva do clássico de 1995 que é até hoje considerado por muitos — inclusive este que vos escreve — como o melhor RPG tático de todos os tempos.

Embora não seja um jogo completamente novo, não poderia ser outra a minha escolha, não só porque o remake de PSP nunca chegou para consoles da Big N, mas também porque as melhorias de balanceamento, voice acting, música, interface e outras são notáveis, garantindo que o trono de Denam Pavel (protagonista do jogo) não seja tomado tão cedo.

André

Formado em Comunicação Visual pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Pitaqueiro de games sempre que pode.

Em um primeiro momento encarei SD GUNDAM BATTLE ALLIANCE apenas como mais um jogo japonês de fanservice para aqueles que já são fãs da série, porém felizmente eu não poderia estar mais enganado. 

Para uma pessoa que só assistiu o anime de forma muito espaçada, é intrigante aprender mais sobre a série e ver que por debaixo das maneiríssimas lutas de robôs gigantes existe uma mensagem profunda que ainda é muito atual, ainda mais se você for um pouco atento ao cenário político. Se nada disso pode ser atrativo para você, saiba que o cooperativo online roda tão liso quanto um pão quente com manteiga. Recomendo demais à todos os donos do console híbrido da Nintendo.

Patrick Pinheiro

Redator. Estudou T.I. e Design de Games. Fala muito sobre videojogos, é fã de Zelda e está constantemente correndo para zerar o seu backlog de jogos. Tem um canal no YouTube e escreve para o NintendoBoy desde 2021

2022 foi um ano sensacional para o Ninetndo Switch. O console recebeu lançamentos de grande qualidade e de diferentes gêneros, mas certamente o maior destaque foi Kirby and the Forgotten Land. A nova aventura de Kirby surpreende e encanta por alcançar um nível técnico e de qualidade digno de estar entre os melhores jogos da biblioteca do híbrido da Nintendo.

Ivanir Ignacchitti

Fã de jogos japoneses, é difícil encontrá-lo em algum lugar sem um portátil na mão.

Como alguém que acompanha as obras do Tetsuya Takahashi desde Xenogears, foi bastante prazeroso jogar Xenoblade Chronicles 3 e ver todo o carinho que a Monolith Soft colocou no jogo. Foram muitas e muitas horas de exploração e eu curti muito o tempo que gastei com o jogo. Apesar de ter jogado várias coisas maravilhosas durante o ano, ele fica no topo do meu ranking este ano.

CyberWolfJV

Entusiasta de vídeo games (influência Nintendista forte), colecionador, furry, LGBTQ+, anteriormente no Reino do Cogumelo (Super Mario Brasil), editor e produtor de conteúdo freelancer e uma vez conhecido no meio de pixel art.

Apesar dos dignos de GOTY saírem um atrás do outro em 2022, eu não tive tempo e condições para jogar tanto quanto gostaria… De fato, olhando as listas do usuais suspeitos que são indicados em toda santa categoria, acho que não tenho a menor pressa de experimentar (simplesmente não faz meu tipo); Mas se teve uma surpresa agradabilíssima numa certa Nintendo Direct de junho do ano passado, foi o retorno da franquia Pac-Man World, com Pac-Man World Re-Pac, remake do primeiro jogo!

 Pac-Man teve lá seus altos e baixos, como todo mascote que se preze, e sendo um dos mais velhos da indústria (mais de 40 anos nas costas!), não foi exceção.. e caso não saibam, apesar da minha associação com algumas outras franquias nas minhas redes sociais, o bolota amarelo da Bandai NAMCO também faz parte da minha história (já assumi até mesmo o apelido de “Disgusted Pac”, certa vez). 

 A trilogia (quadrilogia, se contarmos o jogo de corrida) Pac-Man World, foi um dos pequenos picos que a série teve em meados dos anos 2000, e é muito revigorante ver esse reconhecimento nos tempos atuais, quando jogos de plataforma estão em alta novamente. Embora, as intenções da publicadora podem ter surgido de um ângulo não tão belo (potencialmente uma disputa legal com a personagem Ms. Pac-Man), é uma boa justificativa de trazer esse clássico de 99 para audiências modernas e revitalizar a marca mais uma vez, fora do básico jogo de labirinto fliperama. 

 Ah, e o trabalho da Now Production ficou impecável! Refinando os probleminhas mais datados do título, deixando a apresentação muito mais vibrante e charmosa, e até mesmo tomando notas de jogos passados como Ghostly Adventures no 3DS, ou até mesmo o port de Game Boy Advance de Pac-Man World! Tudo pra completar com a cereja no labirinto escuro! Que venham Pac-Man World 2 Re-Pac, World 3 Re-Pac, e não me incomodaria de ver World Rally Re-Pac também! Wakka-Wakka, meu amigo amarelo em 2023!

Gabriel Marçal

Outrora um herói curioso e gentil, Gabriel vivia no seu própria ritmo pelas suas própria batidas, sempre com um sorriso no rosto e muito amor pelas coisas que jogava e escrevia. Contava suas histórias e opiniões aos 4 ventos em forma de maravilhosas reviews, porém hoje, é um andarilho perdido e obstinado que vaga pelas nada amistosas terras da vida adulta, tentando se encontrar e encontrar seu lugar no mundo, Gabriel só tem uma missão, ser o gatekeeper que trará a vocês o conhecimento de quais jogos merecem ser jogados.

Eu poderia facilmente eleger como meu lançamento favorito no Nintendo Switch deste ano o Persona 5 Royal (um dos meus jogos favoritos da vida), mas considero isso uma escolha desleal, já que não foi uma experiência que eu de fato tive em 2022 – joguei a versão original do jogo em 2017 e a versão Royal em seu lançamento em 2020. No entanto durante o ano de 2022 tive uma grande e épica surpresa com TRIANGLE STRATEGY.

Embora não se proponha a ser inovador, TRIANGLE STRATEGY oferece tudo com bastante refinamento e elegância. Seu combate tático não é revolucionário, mas é denso e divertido o suficiente para jogadores veteranos, enquanto direito e convidativo o suficiente para novatos. Sua história é um épico de fantasia que toma uma forma diferente dependendo do alinhamento do jogador e poder ter diferentes finais, com um cast carismático e divertido que ajuda a sustentar a aventura. Seu estilo gráfico é o HD-2D que embora não seja mais novidade a essa altura é tão bem utilizado aqui quanto pelo seu irmão mais velho Octopath traveler. 

Por fim acho que TRIANGLE STRATEGY é um must play que todo entusiasta de JRPG devia jogar, principalmente os fãs dos jogos táticos do gênero, ele conseguiu resgatar de certa forma a pureza e entusiasmo do gênero  enquanto debate temas importantes e trás debates relevantes tudo através de uma escrita carismática e coesa.

Luiz Estrella

Conhecido como o Estrella do canal Estrella, é apaixonado por duas coisas: videogame e produção audiovisual, mas por algum motivo se formou em arquitetura. Clássico fã obcecado da Nintendo, participa do site para poder falar ainda mais da empresa e dos seus jogos. Adora uma discussão e por isso é frequentemente visto no Twitter falando abobrinha. Suas franquias favoritas são o trio: The Legend of Zelda, Mario e Xenoblade.

Xenoblade Chronicles 3 é sem sombra de dúvidas a melhor experiência que tive em 2022. As minhas expectativas eram altíssimas, inclusive nada razoáveis e irreais eu diria, mas mesmo assim, o jogo foi capaz de me surpreender positivamente em diversos momentos. Claro, não é perfeito, como nenhum Xenoblade Chronicles é. Assim como um sorvete napolitano, dois terços do jogo é uma delícia, mas um terço é aquela parte que a gente deixa por último por que não tá no mesmo nível do resto.

Paulo César

Meu nome é Paulo. Fã de JRPGs, com um destaque especial aos jogos da série Shin Megami Tensei. Costumo fazer introduções um pouco exageradas em minhas análises.

Lost Ruins é um metroidvania simples, coeso, com carisma e personalidade, que é bem construído e consideravelmente único. A liberdade que o jogo proporciona, tanto no combate, quanto nas diversas formas de progredir a trama, é sem sombra de dúvidas um dos pontos de destaque do jogo, em especial já que essa não é uma característica muito comum aos jogos do gênero. A parte visual é outro pico de carisma e personalidade a parte, o que ” amarra” todo o jogo, fazendo Lost Ruins um pacote especialmente único e divertido.

Pablo Camargo

Estudante, Técnico em Química, e apaixonado por conteúdo de mídia, especialmente jogos da Nintendo e JRPGs, seguidor da religião Xenoblade Chronicles. Escrevo reviews e faço vídeos analisando jogos e seus principais méritos.

Xenoblade Chronicles 3 masteriza o combate da série que começou no Wii, tornando-o mais fácil de entender e oferecendo inúmeras combinações de classes e artes para seus personagens. E apesar de cometer alguns deslizes em sua trama, ainda apresenta uma história tocante e reflexiva, com diversos momentos de encher o coração de emoção e os olhos de lágrimas. Tudo isso acompanhado de surpreendentes visuais, uma emocionante trilha sonora e a melhor coleção de side quests em um jogo da franquia.

Davi Dumont

Formado em Letras licenciatura dupla Português / Italiano pela UFMG. Interessado em línguas e culturas.

No início do ano passado, especificamente dia 28 de janeiro, o mundo pokemon re-iluminou as terras antigas de Sinnoh, região inspirada no Japão, com um novo nome e geografia para os cenários: bem-vindos à “nova” Hisui. Diferentemente dos demais jogos da marca, acordamos à praia com roupas básicas e sem saber de onde viemos e como chegamos até lá. O professor da região vem ao nosso encontro e após um diálogo podemos escolher o nosso pokemon inicial dentre três criaturas conhecidas: Rowlet, Oshawott e Cyndaquil. Apesar de não serem novos Pokémon iniciais, a história da região nos explica que estas três espécies de grama, água e fogo, de lugares variados do mundo pokemon, eram os monstros de bolso iniciais de Hisui.

Inovando, o professor nos dá algumas Poké bolas e, com isso, nos é passada nossa primeira missão: capturar as três criaturas, observando suas características. Uma vez que Pokémon Legends: Arceus se passa no passado, e naquele tempo Sinnoh se chamava Hisui, com outros biomas e culturas, a própria Poké bola é feita de madeira e tem um ar que remonta a atmosfera da época. Conhecemos, juntamente à pokemon regionais e outros monstros de bolso usados como transporte, formas alternativas de evolução para o nosso inicial: sendo que Rowlet se transforma em um tipo grama e lutador, Oshawott ganha o tipo sinistro, e Cyndaquil fica sendo fogo e fantasma. Ou seja, em um cenário de batalhas, lutador tem vantagem contra escuridão e este exerce vantagem contra fantasma, além da tríade dos tipos grama, água e fogo mexerem com as estratégias do jogador.


O interessante é que os antagonistas dos jogos nos tempos de Sinnoh são os protagonistas no arco temporal de Hisui, e um mestre Pokémon que se liga mais à história pode observar e teorizar o que pode ter acontecido para ocasionar essa mudança tão brusca na narrativa. Então, sendo “achado” por um membro dessa equipe no início do jogo, começamos nossa jornada como também um integrante do Team Galactic, e partiremos em aventura completando missões e descobrindo cada vez mais sobre o mundo Pokémon. Assim como em Alola, não temos os famigerados oito ginásios especializados em um único tipo e, no decorrer de nossa atual aventura, passamos por quatro grandes desafios, onde em cada um nos aguarda um novo e interessante Pokémon, que pode ser comparado aos totens da distante região inspirada no Hawaii.


Hisui, apesar de não estar englobado no conjunto da saga core, é o primeiro jogo da marca onde a ideia de mundo aberto foi mais incrementada. Notoriamente seus cenários e natureza se expandem à vista, o jogador pode coletar materiais e ordenar para que seus Pokémon o ajudem a pegá-los durante a jornada, e quando se entra em uma batalha Pokémon vê-se algo mais dinâmico na tela, onde não temos mais um fundo fixo e podemos inclusive movimentas nosso jogador livremente pelo cenário. Ainda sobre isso, uma coisa mais real e diferente que foi adicionada foi que os Pokémon podem inclusive te atacar e o jogador não é imune à quedas e afogamentos pelo mundo. Agora, com Pokémon Scarlet / Violet, que lançou também em 18 de novembro do ano passado, treinadores puderam ver os cenários se expandirem e adotarem um aspecto mais vivo e dinâmico para a obra como um todo ficar com um estilo mais de RPG de mundo aberto. Pode ter sido um easter egg o que os desenvolvedores fizeram com toda a ambientação clássica e icônica de Hisui para, meses após, brincarem com essa percepção de passado e futuro. O que o mundo Pokémon nos revelará daqui pra frente?! Assistam nos próximos episódios.

Matheus De Brito
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