Os Melhores da eShop — Maio, 2021 | Miitopia, World’s End Club, Famicom Detective Club, e mais

Os Melhores da eShop — Maio, 2021 | Miitopia, World’s End Club, Famicom Detective Club, e mais

10/06/2021 0 Por Marcos

O mês de maio já se foi, e com isso, voltamos ao “Melhores da eShop” destacando os principais jogos do mês em questão.

Os títulos apresentados abaixo inclui apenas aqueles que a equipe de redatores tiveram a oportunidade de jogar para review. Portanto, esteja ciente que haverá jogos de fora por motivos de que não tivemos a chance de jogá-lo (s). Ah, caso tenha perdido, deem uma olhada na edição passada aqui.

Mensões honrosas:


Save me Mr Tako: Definitive Edition
(Por Luiz Estrella)

LOVE – A Puzzle Box Filled with Stories
(Por Gabriel Marçal)

Kowloon High School Chronicle
(Por Pablo Camargo)

Fishing Fighters: The Master of Mazugami
(Por Paulo Cézar)

Miitopia


Por: Luiz Estrella

Lançamento: 21 de maio, 2021

Análise completa

Um experimento da Nintendo que passou um pouco despercebido no Nintendo 3DS e agora finalmente chega ao Switch. Miitopia é um jogo muito carismático que evita ao máximo se levar a sério para agradar o jogador.

O principal destaque do game é a história personalizável, cabe ao jogador escolher o Mii que vai representar cada personagem, depois é só assistir tudo acontecer da maneira mais absurda possível.

Apesar de ser um RPG tradicional de turnos, Miitopia peca em alguns momentos pela monotonia, o sistema de batalhas e relacionamentos acaba se repetindo mais do que seria aceitável e prejudica a experiência. O jogo é diferente de qualquer coisa que já joguei, recomendo principalmente para aqueles que buscam um RPG casual para se jogar em curtos períodos.

RWBY: Grimm Eclipse – Definitive Edition


Por: Thomas Mertens

Lançamento: 13 de maio, 2021

Análise completa

Ajude a proteger o mundo de Remnant controlando Rubi, Weiss, Blacke ou Yang, jovens caçadoras numa batalha feroz contra os Grimm, guiadas pelo professor Ozpin.

Um hack and slash simples, que conta com sistema de level e árvore de talentos, 8 personagens jogáveis, e focado em coop, principalmente couch coop, mas o online é bastante bom. Trabalho em equipe será essencial, então se aproveite dos seus combos para levar seu time à vitória.

Caso os nomes não tenham sido o bastante, RWBY é sim baseado nos contos de fada, trazendo uma releitura deles. Para quem é fã da série, vale muito a pena aproveitar o jogo, que conta com todas as atualizações e DLCs, incluindo o time JNPR e os trajes mais recentes da produção animada da Rooster teeeth..

Aerial_Knight’s Never Yield


Por: Gabriel Marçal

Lançamento: 19 de maio, 2021

Análise completa

Aerial_Knight’s Never Yield é uma bomba de conceitos, estéticas, culturas e experiências, condensadas e refinada em uma jogabilidide acessível.

Como um platformer 2D que desacelera mas nunca para o jogo não carrega tanta variedade de gameplay, mas não é como se precisasse. Embora tenha uma campanha curta, o jogo esbanja charme e carisma e consegue transformar cada estágio único através das cuidadosas composições de cenários, obstáculos e trilha sonora. É uma experiência que conversa com facilidade com todos os tipos de jogadores, oferecendo uma variação coerente de dificuldade também para que não haja frustração.

De uma forma geral, Aerial_Knight’s Never Yield merece uma chance pelo carinho e empenho colocados na criação dessa obra, mas também pela sensibilidade em cada escolha e na leveza e diversão oferecidas pela gameplay.

Famicom Detective Club: The Missing Heir + Famicom Detective Club: The Girl Who Stands Behind

Por: Paulo Cézar

Lançamento: 14 de maio, 2021

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Depois de mais de 30 anos tendo seus títulos exclusivamente lançados no Japão, a franquia Famicom Detective Club finalmente recebeu sua duologia original com visuais totalmente refeitos e pela primeira vez na história da franquia ambos títulos contaram com um lançamento ocidental.

Famicom Detective Club: The Missing Heir, como o nome sugere, coloca o jogador no papel de um jovem detetive que juntamente com sua parceira Ayumi Tachibana investigam a morte de Kiku Ayashiro que ocorre sobre misteriosas circunstâncias. A história acaba tendo um destaque para os conflitos internos da poderosa e influente família, porém a filha que receberia a maior parte da empresa da família está desaparecida a décadas e é seu papel como detetive descobrir as circunstâncias do assassinato de Kiko e achar a herdeira desaparecida da família Ayashiro.

Apesar de ter sido lançado após o primeiro jogo da franquia, Famicom Detective Club: The Girl Who Stands Behind é uma prequel, isto é, conta uma história que antecede os fatos do primeiro título. Ele se passa cerca de 3 anos antes do antecessor, e começa com o protagonista do primeiro jogo fugindo de 2 policias, até encontrar um homem, que assume a responsabilidade pelo garoto. Logo se descobre que seu nome é Shunsuke Utsugi, um detetive particular, que diz se enxergar no jovem garoto de 15 anos à procura de seus pais, desaparecidos ainda na sua infância. Após descobrir que o garoto não possui um lugar para morar, Utsugi o convida para ser seu assistente em seu escritório. Algum tempo depois, os dois recebem uma ligação para investigarem uma cena de crime, na qual a vítima é uma jovem chamada Yoko Kojima, estudante do colégio Ushimitsu High School. Ajudando na investigação, teremos dois amigos e colegas de Yoko: um garoto chamado Hitomi Kawaii e uma garota chamada Ayumi Tachibana.

Apesar de terem sido lançados de forma separada, a duologia se complementa de muitas formas, seja pelos elementos de gameplay que são idênticos entre os dois jogos ou até pelo excelente tratamento visual que ambos remakes receberam. Porém isso não tira o fato de que estes são jogos da década de 80, e você irá perceber isso em diversos momentos, mas atrás dessa camada superfical datada existem duas narrativas extremamente bem escritas que realmente valem seu tempo.

World’s End Club


Por: Gabriel Marçal

Lançamento: 28 de Maio, 2021

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Um dos principais motivos para a qualidade sólida de World’s End Club, é seu elenco sólido. Embora criadas a partir de estereótipos a humanização dos personagens é feita através da das ações de cada um durante o desenvolvimento da trama, não são personagens objetivos e apenas funcionais para a história, mas sim crianças se vendo em uma difícil posição de extrema liberdade.

Muitos dos problemas e conflitos são causados pelos próprios conflitos entre os personagens, cheios de vontade e personalidade focados em seus próprios sonhos cada um de sua maneira, fundados no egocentrismo clássico da ingenuidade e da infância. A ênfase nessas características supera qualquer primeira impresão de superficialidade.

No mais World’s End Club carrega uma fluidez e passos excepcionais, puzzles coesos e divertidos e escolhas importantes que definiram o caminho que você vai percorrer, é uma aposta segura para qualquer fã de obras japonesas com boas histórias que busca uma experiência não exatamente revolucionaria, mas ainda assim refrescante e que com certeza não decepciona em nada.

Jetboard Joust


Por: Luiz Estrella

Lançamento: 18 de maio, 2021

Análise completa

Frenético, rápido e estiloso, Jetboard Joust é um casamento entre shmup e roguelike que recria a experiência arcade de maneira inteligente para um console. É o clássico jogo de “sair atirando com a navinha”, porém, dessa vez o personagem utiliza uma prancha à jato.

O que mais chama atenção no jogo é o polimento. O visual, as mecânicas, a jogabilidade, tudo é redondinho e funciona bem, o sistema de progressão que depende das suas armas e do seu dinheiro, sempre motiva o jogador a ter o melhor desempenho e administrar bem os recursos.

O que incomoda são os efeitos sonoros barulhentos, algo que contornei simplesmente diminuindo o volume. Recomendo principalmente para aqueles que gostam da experiência arcade e querem um bom jogo para o modo portátil do Switch.