Os Favoritos da Equipe NintendoBoy em 2024

O ano de 2024 está chegando ao fim. É uma época boa para refletir sobre promessas não cumpridas ao longo do ano nestes últimos dias torturantes de tão melancólicos. Mas isso também significa que nosso textinho especial em quea staff NintendoBoy comenta seus jogos favoritos do ano está de volta!

Nos diz ai, qual foi seu joguinho favorito do ano? The Legend of Zelda: Echoes of WisdomEmio – The Smiling Man? Você irá encontrar estes masterpieces entre os favoritos, mas a lista conta com algumas surpresas que talvez possa servir de recomendação.

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Sem mais demora, vamos lá!

Prince of Persia: The Lost Crown

por Matheus “Theus Jackson” Santana

Uma das minhas felicidades com videogame sempre foi ver retorno de uma franquia ou vê-la mudando — pode ser em sua direção de arte ou estilo gameplay. Para minha alegria, em 2024 tivemos Prince of Persia: The Lost Crown que muda nos 2 aspectos saindo de algo em uma pegada “realista” e ação 3D AAA para um jogo mais cartunesco e 2D, pasmem, voltando um pouco a suas origens.


O meu histórico com a franquia, no entanto, sempre foi muito pequena; acho que só joguei um pouco de um dos jogo em uma emulador antigo e de resto era só vendo aquela franquia com temática persa com desertos e armadilhas em templos que sempre me abriram o interesse, e quando vi pela primeira vez oThe Lost Crown sabia quer iria querer um metroidvania com essa pegada.


Em 2021, contudo, um dos meus jogos favoritos foi o Metroid Dread, e agora, em 2024 parece que a equipe da Ubisoft pegou tudo que tem de bom em Metroid e levou para Prince of Persia e juntou com um combate melee e com uma mitologia maravilhosa criando um dos melhores jogos do gênero, assim tornando-o o meu jogo favorito deste ano.

Emio – The Smiling Man: Famicom Detective Club

por Lucas Barreto 

Desde o teaser que deixou a internet cheia de suspeitas, eu torcia que Yoshio Sakamoto surgisse com uma sequência à sua franquia de jogos adventure. Por isso, o lançamento de Emio – The Smiling Man me deixou desnorteado. Não apenas estávamos vendo a resurreição de uma das mais interessantes série da Nintendo como também tivemos a chance de ver Famicon Detective Club evoluir.

Com o visual aprimorado, a partir das melhorias do remake dos antecessores de um par de anos atrás, Emio – The Smiling Man é de tirar o fôlego. Uma narrativa pé no chão, honrando os melhores romances policiais, mas trazendo surpresas a cada capítulo.

Um jogo repleto de personagens cativantes, com texto afiado que sabe quebrar momentos de tensão com humor no ponto, sem exagerar ao canastrão, e que ainda por cima trás um dos prólogos mais fora da curva da Nintendo. 2024 foi um ano com várias surpresas, mas Emio com certeza com a maior e a que mais me agradou. Será, sem dúvidas, o jogo que marcará esse ano.

SONIC X SHADOW GENERATIONS

por Diego Gomes

SONIC X SHADOW GENERATIONS é fácilmente um dos melhores negócios que a franquia Sonic inteira tem a oferecer! Não só você recebe Sonic Generations, que por si só já se segura como um grande jogo e não envelheceu nada desde seu lançamento em 2011, mas também Shadow Generations, um jogo totalmente novo onde Shadow o Ouriço ganha o protagonismo.

E a campanha de Shadow é, provavelmente, o melhor jogo da franquia inteira na minha opinião. Adaptando o estilo “Open-Zone” de Sonic Frontiers de uma maneira mais compacta, Shadow Generations consegue nos dar um vislumbre do futuro da série ao mesmo tempo que arrebenta na questão “Generations”, trazendo de volta níveis do passado do ouriço sombrio naquele estilo mais linear que estamos acostumados.

Uma verdadeira celebração de Sonic e Shadow, e uma ótima forma de se preparar para assistir Sonic 3: O Filme nos fim de ano nas telonas. Esse que, inclusive, é um baita filmaço ein?

1000xRESIST

por Kat

Mais uma vez no NintendoBoy tenho a chance de falar sobre o meu jogo favorito de 2024. Todas as vezes vou aproveitar qualquer chance que eu tenha para exaltar o quão 1000xRESIST é bom, e ainda mais impressionante considerando que este é o jogo de estreia do estúdio independente Sunset Visitor, que conseguiu entregar um jogo narrativo incrível que conta uma das histórias mais intimistas, profundas e cativantes que eu já tive o prazer de ver em um videogame.


Aqui no site estamos constantemente imersos na indústria de games, e consequentemente acabamos absorvendo noticias sobre quais empresas vão comprar umas as outras e constantemente vendo acionistas sem qualquer senso artístico ou conhecimento de jogos metendo o dedo e arruinando as mais diversas obras que acabam se tornando apenas um produto que esperam que seja lucrativo. Considerando essa realidade, é extremamente refrescante ver jogos como 1000xRESIST, que surgiu da necessidade e do ímpeto que artistas tem de criar, uma alternativa que performistas de teatro, dança, música, cinema e afins encontraram de continuar produzindo durante a pandemia e se expressando através da arte independente da sua forma.


Jogos como todas as outras mídias não deixam de ser produtos mercadológicos, por conta disso, torna-se fácil esquecer o que faz destas obras especiais. 1000xRESIST tem uma mensagem difícil de engolir, é análogo a difícil realidade do mundo e a nossa dificuldade em nos entendermos como civilização devido a pluralidade de vozes da humanidade como um todo. Sem perder a ternura ou a esperança no mundo, 1000xRESIST é um dos jogos mais tematicamente relevantes dos últimos tempos que com certeza vale a pena ser jogado além da bolha dos jogos narrativos.

Prince of Persia: The Lost Crown

por Thomas Mertens

Renascendo e renovando a clássica saga das areias do tempo, Lost Crown traz um novo ar a franquia, mudando uma série de mudanças, desde o ângulo da câmera (que agora é 2D), trazendo o protagonismo para um novo personagem, sem tirar a importância do Príncipe da Pérsia na história.

Agora temos muito mais uma vibe de metroidvania, com seus mapas gigantescos, passagens secretas, poderes que desbloqueiam mais caminhos, e por aí vai. A arte está linda, os personagens tem personalidade, a movimentação é fluída, e a trilha sonora também é divertida. Não pra menos que concorreu a jogo do ano, certo?

As novas mecânicas de batalha são boas e eficientes, mas um tanto diferentes do original, o que pode afastar parte do público, pois agora é muito mais direcionado ao paring e timing correto de usar cada ataque, se protegendo e contra atacando. Depois de um tempo você pega o jeito. É mais uma barreira pela mudança em si.

Definitivamente vale a pena dar uma chance!

SONIC X SHADOW GENERATIONS

por Erick Figueiredo 

Sonic Generations já era um de meus jogos favoritos do ouriço azul e o relançamento continua tão bom quanto sua versão original. A versão original serve como uma forma perfeita de celebrar a história do ouriço azul, contendo estágios icônicos de seu passado e a melhor versão da fórmula boost até este momento.

O que o faz ser o meu jogo favorito de 2024 é a adição da história do Shadow. A parte do Shadow é curta, mas possui alguns dos melhores levels designs da série, além da trilha sonora ser fenomenal e a narrativa ter momentos muito memoráveis e icônicos com Shadow e velhos conhecidos. Se o Generations original celebra a história do Sonic, o novo lado do título celebra Shadow e monta perfeitamente a base para o que pode vim a ser um futuro maravilhoso para a série.

Mario & Luigi: Brothership

por Victor Teixeira

Dosando combate, exploração e puzzle como um bom RPG de Mario deve fazer, Mario & Luigi: Brothership não é o meu jogo favorito de 2024, mas, sem dúvidas, é o que mais me surpreendeu.

Ainda que não tenha sido desenvolvido pelo AlphaDream, extinto estúdio responsável pela série original, o seu DNA foi preservado para compor uma aventura inédita, familiar a quem ama a série, porém convidativa a quem chega ao gênero agora, com um nível de dificuldade que não subestima nem superestima a inteligência de quem está jogando. Um retorno à altura do legado da saga.

Umbraclaw

por João Pedro Vale

Umbraclaw é uma experiência imperdível para os fãs de jogos busca-ação de plataforma 2D com mecânicas inovadoras e uma narrativa envolvente. Desenvolvido pelo estúdio Inti Creates, famoso por títulos como Mega Man Zero e Azure Striker Gunvolt, o jogo combina ação desafiadora com uma história profundamente emocional. Protagonizado por Kuon, uma gata que se encontra no pós-vida após sua morte, o jogo explora temas de amor, identidade e sacrifício de maneira única. O visual mistura anime e horror, criando um universo cativante e melancólico que prende o jogador do início ao fim.

Um dos destaques de Umbraclaw é a mecânica de morte, que transforma cada derrota em uma oportunidade. A cada vez que Kuon cai, ela adquire poderes espirituais que a ajudam a superar obstáculos, mas com um preço: cada habilidade conquistada a distancia de sua essência felina. Essa dualidade entre ganho e perda traz uma camada emocional ao gameplay, forçando o jogador a equilibrar força e identidade em sua jornada. Além disso, colecionáveis que revelam memórias de Kuon com sua dona, Katsuno, adicionam um tom de urgência e um toque de ternura à trama.

Umbraclaw brilha em sua construção narrativa e em seus personagens cativantes, incluindo Locke, um cachorro humanoide que serve como rival de Kuon, dublado brilhantemente por Kevin Andrew Rivera. Com chefes desafiadores, uma estética fascinante e um enredo que provoca reflexões sobre sacrifício e amor, o título é um dos grandes nomes do gênero ultimamente. Umbraclaw é uma grande obra que merece um lugar de destaque entre os melhores jogos do ano.

ANTONBLAST

por Bianca Fonseca

Como sempre, o ano se encerra e eu repito mais uma vez que não tive oportunidade de jogar muitos dos maiores jogos, embora, eu ainda tenha tido um saldo muitíssimo maior do que no passado. E não canso de recomendar títulos subestimados como Penny’s Big Breakaway e Corn Kidz 64 pra quem está afim de dois sabores bem diferentes de jogos de plataforma 3D.

Mas não tem jeito, desde o início do ano, eu só tinha olhos pra um jogo, e logo agora no finzinho, tardio o suficiente pra nem sequer entrar na lista de melhores do ano do site (uma injustiça!), ANTONBLAST foi o que mais me marcou e atingiu todas as minhas expectativas!

Na minha review eu menciono os problemas de performance que estavam afetando o jogo no lançamento, mas como um milagre de Natal, um patch de melhoria foi lançado e tudo roda lisinho, lisinho até nos momentos mais caóticos. Agora, rumo ao save file 100% antes do ano virar!

The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom

por Luiz Estrella

Em um ano que acabei jogando menos jogos do que gostaria, The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom acabou se destacando como a grande experiência lançada esse ano para mim. Não é um game que abalou minhas estruturas, mas com certeza me surpreendeu com uma fórmula que consegue mesclar elementos novos e antigos da franquia Zelda, entregando um interessante meio termo que era o que eu estava esperando de Tears of the Kingdom.

Temos um retorno das clássicas dungeons e de uma história com narrativa mais linear, que não abre mão de acontecimentos relevantes e reviravoltas durante a progressão do jogo. Anova mecânica dos ecos é 100% Nintendo e consegue abrir espaço para puzzles divertidos durante toda a campanha. Encontrar ecos novos em cada área do jogo é como ganhar habilidades novas em cada templo, como funcionava nos Zelda antigos, dando aquela sensação gostosa de novidade constante.

Por fim, a experiência é coroada com uma ótima localização na nossa língua, demorou para termos um Zelda na nossa língua mas finalmente aconteceu e o resultado final é acima das expectativas. Ao final do game, fica claro que Echoes of Wisdom é uma ótima adição para a linha de jogos 2D da franquia e fico no aguardo para ver mais jogos com a princesa assumindo o papel de protagonista.

Beyblade X XONE

por Victor Bocato

O meu jogo favorito de 2024 não necessariamente é o melhor tecnicamente, porém, é aquele que mais fez eu me divertir este ano, de uma franquia multimídia que visa vender brinquedos assim como tudo que sou apaixonado, a qual não é tão famosa por acertar muito na dose dos games. Este jogo é da franquia Beyblade, se chamando “Beyblade X XONE”, passando despercebido por muitos.


Mesmo jogando grandes títulos da Nintendo como a mais nova entrada de Mario & Luigi e o icônico The Legend of Zelda: Echos of Wisdom, eu não havia me divertido tanto com um jogo este ano como este game de Beyblade me proporcionou. Eu consigo enxergar seus tamanhos defeitos, como a possibilidade de quebrá-lo facilmente e seu desequilíbrio, porém a quantidade de personalização de builds de Beyblade e a interação direta com o elenco do anime de Beyblade X, tornaram este jogo algo muito especial neste ano, que me divertiu muito.


Mesmo que a régua não seja a mais alta nos games da franquia, ouso até dizer quem de todos os games da franquia que joguei, mesmo que não seja o ápice que a franquia merece, Beyblade X XONE é o melhor de todos, apesar de muitos títulos da série terem saído exclusivamente no Japão, não tendo como eu usá-los como parâmetro, embora queira.

TSUKIHIME -A piece of blue glass moon-

por Gevete

Sou um dos defensores que 2024 foi um excelente ano para videogames. Parecia que independente da plataforma, estava recebendo pedrada atrás de pedrada. Por mais que Balatro tenha levado meu tempo como um bandido, quem levou meu coração foi TSUKIHIME -A piece of blue glass moon-. Talvez para surpresa de ninguém que tenha lido a análise.

Talvez tenha sido por ter esperado meia década para jogá-lo, talvez por ter sido uma poucas visual novels que tive a chance de ler este ano, ou simplesmente por sua qualidade, dou meu prêmio a um jogo de texto sem pensar duas vezes, e lutarei contra qualquer um que disser que ele não merece (eu perderia, mas crente de minha decisão)

Por mais previsível que seja, eu tinha muitas expectativas quando se tratava desse remake. O nasuverso foi grande parte de toda minha adolescência, e isso incluiu o Tsukihime original. Ele ter entregado tudo que eu queria e um pouco mais deixou tudo ele como minha escolha do ano, ganhando pelo valor emocional, mas os favoritos sempre são.

Princess Peach: Showtime!

por Gabriel Marçal

Não à toa fiz um texto dedicado exclusivamente a versatilidade genial do inventivo Princess Peach: Showtime, um jogo que segundo as más linguas é curto e simples demais, mas isso só se torna verdade caso você não consiga mais se perder em uma experiência imersiva e fantásticas e nesse caso talvez seja melhor esperar o lançamento do próximo Assassin’s Creed ou quem sabe o FIFA. Mas para aqueles que ainda mantém dentro de si a magia e o amor por uma boa história sendo contada e por um jogo que evoca aquele sorriso mais genuíno que vem de dentro, bem se você ainda está disposto, esse jogo é uma pedida obrigatória para você.

Saindo um pouco da subjetividade, a genialidade de Princess Peach: Showtime é sem sombra de dúvidas, sua capacidade de traçar novos estilos de jogabilidade, e formas de contar história que embora não imprevisíveis brinca justamente com os tropos de diversos gênero. Se um dia você viu uma história ou pensou como poderia ser uma gameplay de tal gênero com tal temática, tem a chance genuína desse jogo ter te respondido sem querer dentre das suas diversas tentativas, mas mesmo que não responda com certeza vai expandir sua maneira de ver o mundo e fazer com que você seja capaz de chegar em qualquer resposta.

TSUKIHIME -A piece of blue glass moon-

por Ivanir Ignacchitti

Não faz muito tempo que uma visual novel da TYPE-MOON chegar ao Ocidente de forma oficial era impensável. Agora, em 2024, já temos os principais jogos da empresa disponíveis em inglês e Fate/Hollow Ataraxia chegará em breve.

Dentre todos os lançamentos de 2024, TSUKIHIME -A piece of blue glass moon- é o meu jogo favorito do ano. Eu já gostava muito da visual novel original e fiquei bastante feliz com esta primeira parte do seu remake.

Embora ainda ache que a economia do original é charmosa o suficiente para valer a leitura também, o remake tem uma qualidade técnica absurda para o gênero. A expansão da narrativa para explorar a lore também é uma ótima escolha e fico muito curioso para jogar The Other Side of Red Garden.

Emio – The Smiling Man: Famicom Detective Club

por Pablo “Botão” Camargo

Mesmo com o Switch no que é provavelmente seu último ano completo de vida, a Nintendo ainda tinha algumas últimas surpresas na mangá para o console. E sem dúvidas, Emio – The Smiling Man, nova entrada da até recentemente aposentada série Famicom Detective Club, é a maior surpresa delas, não só a existência desse jogo pegou todos de surpresa, mas o seu nível de qualidade é o ponto que mais deixa qualquer um de boca aberta.

Emio – The Smiling Man traz uma história madura e surpreendentemente macabra, trazendo um mistério que nunca te faz sair da beira do assento e diversos personagens que mesmo no curto tempo de jogo são muito carismáticos e sempre te fazem querer saber mais sobre eles. E mesmo que seja uma Aventura Narrativa relativamente simples se comparada com outros jogos do gênero, a trama é mais que suficiente para te prender do começo ao fim, em diversos momentos de rir, pensar e chorar no seu decorrer.

A lenda que é criada em volta da figura do Emio é marcante em toda a história, a ponto de nós ficarmos tensos quanto à sua presença mesmo que ele não esteja em tela, e quando começamos a finalmente entender a história por trás do mito, temos uma experiência que dificilmente será esquecida pelos jogadores que deram uma chance a jornada. É surpreendente o quanto este jogo te deixa emocionalmente investido, mesmo sem nunca ter jogado os primeiros jogos da franquia, podendo até mesmo ser tranquilamente usado como porta de entrada.

Romancing SaGa 2: Revenge of the Seven

por Vinicius Madeira

Em um ano repleto de altos e baixos dentro da mídia dos jogos, eu creio que sou um dos poucos que ousaria dizer que 2024 foi um dos meus anos favoritos, tanto por seus lançamentos inéditos quanto por seus anúncios do que o futuro aguarda e, é claro, a chance de revisitar alguns clássicos dos jogos que mereciam uma retocada.

Por isso, o meu jogo favorito do ano foi Romancing SaGa 2: Revenge of the Seven, remake de um clássico que fez 31 anos recentemente, o jogo pegou aspectos típicos que a franquia SaGa aderiu nos últimos anos e os otimizou para criar uma experiência inesquecível – especialmente se você já jogou o jogo original ou o remaster de 2017.

Tendo uma perspectiva futura, porém, acho que 2024 vai acabar sendo um dos anos que eu mais joguei no meu Nintendo Switch e Revenge of the Seven contribuiu bastante para isso, mesmo sendo lançado próximo ao fim do ano (uma menção honrosa a Dragon Quest III: HD-2D Remake, outro remake de um clássico que adoro).

The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom

por Wendel Barbosa

The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom se diferencia dos outros jogos da franquia por, de fato, entregar o protagonismo da história para a princesa Zelda. As mecânicas também foram adaptadas e causaram certa estranheza para alguns.

No jogo, com a ajuda do simpático Tri, Zelda deve salvar Hyrule (e Link) de uma calamidade que está espalhando fendas por todo o mundo. A princesa, no entanto, não sai por aí dando espadadas nos inimigos (por mais que exista essa possibilidade). O grande diferencial é, se utilizando dos poderes de Tri, criar ecos de inimigos e objetos para superar os desafios. A exploração e conclusão das masmorras, nesse sentido, deve ser feita se utilizando desse poder.

O visual é fofíssimo e as melodias mantém a qualidade conhecida na série. Em meio a um ano morno – ao que habitualmente nos acostumamos – no Nintendo Switch, esse novo Zeldinha é, para mim, o maior destaque da gigante japonesa, em 2024.

The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom

por Molan

Sempre fui apaixonado pela franquia Zelda, mas, confesso, sentia falta das dungeons clássicas e do design mais contido dos jogos antigos. The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom trouxe tudo isso de volta, mas de um jeito que me surpreendeu: um equilíbrio perfeito entre tradição e novidade. O que me conquistou de verdade foi a narrativa.

Finalmente vimos Zelda como protagonista! É impossível não se envolver com a jornada da princesa e a forma que ela se envolve com os personagens de Hyrule. Além disso, pela primeira vez tivemos um Zelda totalmente localizado para o nosso idioma, isso fez total diferença.

Some isso a uma trilha sonora impecável e você tem uma experiência que não dá vontade de largar. Claro, não é perfeito — o desempenho poderia ser melhor em alguns momentos —, mas, para mim, isso não tirou o brilho do que é, sem dúvida, um legítimo The Legend of Zelda. Echoes of Wisdom não só renovou minha paixão pela série, como também me lembrou por que amo tanto videogames e definitivamente é meu jogo preferido de 2024.

Voidwrought

por Lira

Eae povo, a pedido do chefinho eu vou dar meu parecer sobre qual foi o melhor jogo de 2024 para mi, e não poderia ser outro além de Voidwrought, que aliás, foi o jogo que eu mais joguei esse ano no Switch.

Ele trouxe o que há de melhor em outros metroidvanias e incorporou algumas mecânicas para deixar o jogo mais simples em questão de gameplay. Mecânicas essas que é a questão do mapa sempre liberado e você ter uma bússola para se guiar dentro do jogo e também um indicador de para onde você deve seguir para avançar na história.

E por último e não menos importante é a trilha sonora rica que o jogo possui. Cada música enriquece mais o jogo de uma forma indescritível, para mim pelo menos, em cada batalha e em cada cenário que eu explorava, eu me sentia envolvido pela soundtrack do jogo que é perceptível que foi criada com muito carinho e que combinasse de forma perfeita com o jogo.

1000xRESIST

por João Costa

1000xRESIST é um jogo narrativo de ficção científica que provavelmente não passou no radar de muita gente, mas acredito que vale muito a pena conferir. Ao meu ver, um dos melhores indies do ano e também uma das experiências mais marcantes que tive com histórias nessa mídia recentemente. Sinto que enredos mais sérios com peso real nas consequências dos atos dos personagens estão escassos nos grandes lançamentos, então foi um alívio me deparar com esse título.

Ele aborda um futuro distópico onde a maior parte da humanidade foi eliminada por uma doença e precisa se esconder de criaturas alienígenas. O grupo principal faz parte de uma seita religiosa que consegue revisitar o passado por meio de uma simulação digna de obras como Matrix. Isso faz com que tanto o presente como o passado se entrelacem, ao mesmo tempo em que segredos vão sendo revelados.

A protagonista, conhecida como Watcher, é bem interessante. Todos eles têm um nome devido à sua ocupação, ela sendo a responsável por justamente vivenciar esses acontecimentos. Logo de cara, forçam ela a tomar uma decisão complicada, resultando em diversos questionamentos morais. Além disso, apesar dos visuais serem bem datados, dado os recursos limitados do time, o universo apresentado é fascinante e você compra muito melhor a ideia de ameaça global do que em muitas produções de maior orçamento. O enredo em si ainda é bem focado em personagens, mas gosto de como todas as peças micro e macro se encaixam no final.

9 R.I.P.

por Angelus Victor

Lançado originalmente na terra do sol nascente em junho de 2023, 9 R.I.P. foi trazido para o Ocidente em 2024 graças a Idea Factory International. Dentre os otome games que joguei, acredito que 9 R.I.P. se destaca mais por causa de sua história.

A história de 9 R.I.P. é dividida em quatro grupos distintos: School Ghost Stories, Urban Legends, Other Realm e Spirit World. Cada grupo possui 2 rotas, e entrando nesse grupo é algo que o jogo já decide logo de cara na primeira escolha que o jogador faz.

Agora, ai que mora o charme de 9 R.I.P: otome games com muitas rotas acabem se desmontando de uma maneira ou outra, geralmente devido ao fato de que não é possível dar atenção à todos os rapazes; porém, 9 R.I.P. consegue resolver esse problema graças ao fato de que em cada um dos grupos, temos roteiristas diferentes, com a Amon gerenciando tudo. Isso faz com que cada um dos grupos seja único e variado, e é algo que eu adorei muito ao jogar cada uma das rotas e seus grupos. E por isso, diria que 9 R.I.P. merece seu lugar como meu jogo de 2024.

Ys X: Nordics

por Marcos 

Infelizmente, tivemos um ano sem Atelier e sem Pokémon mainline, sobrando apenas experiências medíocres para contar história como Black Myth Wukong e Elden Ring Shadow Of The Erdtree. Felizmente, e com muita insistência, eu pude cavar fundo e encontrar uma joia legitima no meio de tanta bijuteria.

Ys X: Nordics foi, definitivamente, a experiência que mais me cativou este ano. Entenda que estou num processo delicado de me tornar grande fã da série, portanto, não consigo dizer se este é ou não o melhor Ys moderno, já que, mesmo com defeitos, ele para mim é tão divertido e envolvente quanto os demais. Ys X é especial por si só pois ele é uma ideia que expande a percepção de aventura da franquia para os mares — eu gosto quando o jogo quer expandir seus horizontes dentro de sua própria proposta mesmo que isso não vá agradar a todos.

É uma pena que sua grandeza foi ignorada completamente pelos fãs de JRPGs, que só prestavam atenção em Metaphor: ReFantazio e Final Fantasy VII Rebirth. Por isso, dou meu apelo: joguem Ys X: Nordics! É um action-RPG legítimo e delicioso, com um bom elenco de personagens e uma trama envolvente cheia de twists. Se você é fã de RPG de ação, é obrigação conhecer e jogar Ys.